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Cia admite autenticidade em grava��o de Saddam Hussein

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Washington ? A voz gravada em uma fita de áudio divulgada na segunda-feira é provavelmente do ex-presidente Saddam Hussein, disse ontem uma autoridade da Cia (agência de inteligência dos EUA). A autoridade, que pediu anonimato, disse que a Cia concluiu suas análises ontem e que a fita, divulgada por canais de TV árabes, era uma gravação de má qualidade, o que impossibilita os técnicos de terem certeza de sua autenticidade. A autoridade recusou-se a dar mais detalhes. Na fita, a voz atribuída ao ex-presidente iraquiano incentiva o ataque aos ocupantes de todas as nacionalidades que estão no Iraque e pede que os colaboradores iraquianos não sejam alvo de ataques. ?Oh, heróis, intensifiquem seus corajosos e dolorosos ataques contra os ocupantes estrangeiros, de onde quer que venham e seja qual for sua nacionalidade?, diz a suposta gravação de Saddam. Em outro trecho, Saddam pede que ?ataquem os criminosos que agem em cooperação com os estrangeiros criminosos e infiéis. Tomem medidas que não ofendam a Deus e que sejam necessárias para nos proteger e defender deles?. Os primeiros trechos da mensagem foram transmitidos pela TV árabe Al Jazira. A suposta gravação de Saddam nega que o ex-ditador tenha tido envolvimento no ataque com carro-bomba a Najaf, no norte do Iraque, na semana passada, que deixou 85 mortos, incluindo o líder xiita Mohammed Baqir al Hakim. Ajuda da ONU Admitindo que precisa de ajuda internacional na reconstrução iraquiana, o governo dos EUA deu início ontem a uma campanha para obter a aprovação de uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o Iraque. Esta, conforme esperam as autoridades americanas, incentivaria outros países a contribuir para a reconstrução ? com tropas ou com dinheiro. Mas autoridades americanas deixaram claro que não pretendem abrir mão do poder militar que têm atualmente nem do controle político do processo de reconstrução, o que poderia não agradar a alguns membros-chave do Conselho de Segurança, de acordo com especialistas. O documento (que circulou ontem na ONU) pede a criação de uma força multinacional autorizada pela organização, o que constitui uma clara mudança de tática da administração de George W. Bush. Ela vinha resistindo a um maior envolvimento da ONU nos esforços de reconstrução. Mas, numa concessão feita à França e a outros países que exigem a transferência rápida do poder a um governo iraquiano internacionalmente aceito, o projeto de resolução dos EUA diz que o Conselho de Governo do Iraque determinará, com ajuda da coalizão liderada por Washington e da ONU, as datas dos eventos que precederão as eleições.

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