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Israel decide expulsar Iasser Arafat do territ�rio palestino

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Tel Aviv e Ramallah ? O gabinete de Israel aprovou ontem a ?remoção? do obstáculo que Iasser Arafat, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), representaria ao processo de paz, mas adiou uma ação imediata contra o líder histórico dos palestinos para não desagradar os EUA e dar ao premiê palestino indicado, Ahmed Korei, uma chance de agir contra o terror. ?Os acontecimentos dos últimos dias provam que Iasser Arafat é um obstáculo total a qualquer processo de reconciliação?, disse nota divulgada ao final de reunião do gabinete israelense. Após o anúncio, Korei ameaçou interromper as negociações para a formação de um novo governo. ?Se o governo de Israel não revisar sua posição, se continuar a utilizar os princípios da força e da violência contra o povo palestino e seu líder, qualquer formação de um governo palestino se tornará um assunto sem fundamento.? Antes do anúncio, porém, Korei já enfrentava dificuldades para formar seu gabinete, atribuídas por analistas ao próprio Arafat. Iasser Arafat, 74 anos, disse a milhares de palestinos que faziam um ato de apoio a ele em frente a seu quartel-general, em Ramallah, que não deixará os territórios palestinos apesar da ameaça de expulsão que paira sobre ele. ?Vocês são pessoas corajosas, meus queridos. Abu Ammar ficará aqui?, afirmou Arafat, também conhecido como Abu Ammar, diante de cerca de 7.000 palestinos, que cantavam músicas favoráveis a seu líder. ?Vocês são aqueles que podem responder à ameaça israelense?, acrescentou. Nos últimos 21 meses, ele permaneceu quase todo o tempo em seu quartel-general, confinado por Israel. Israel ocupa ministério palestino Ramallah ? Tropas do Exército de Israel invadiram e ocuparam, na manhã de ontem, o sétimo andar do Ministério palestino da Cultura, que fica a cerca de 300 metros do quartel-general de Iasser Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestina. A movimentação militar ocorreu nas primeiras horas da manhã e pode ser a continuação da resposta de Israel aos atentados suicidas de terça-feira, que deixaram um saldo de 15 mortos. Os autores da ação também morreram. Ontem, o Parlamento palestino cancelou sessão destinada a debater e aprovar a Constituição do governo do recém-nomeado primeiro- ministro, Ahmad Korei, em Ramallah. Segundo informações de parlamentares, a sessão foi adiada para sábado. ?Alguns membros (do Parlamento) não obtiveram autorização [de Israel para se deslocarem da faixa de Gaza a Ramallah, na Cisjordânia) e houve também problemas com o nome de alguns dos ministros escolhidos para fazer parte do novo governo??, disse Ibrahim Abu Naja, vice-presidente do Conselho Legislativo palestino. Violência Na madrugada de ontem, o Exército israelense destruiu a casa de um ativista do movimento radical palestino Hamas em Ramallah, na Cisjordânia, segundo informações de uma fonte da segurança palestina. Os soldados demoliram com dinamite a casa de dois andares da família de Imad Charif, revelou a fonte a fonte. As tropas israelenses também cercaram em Ramallah uma casa de três andares no centro da cidade, onde usaram alto-falantes para exigir a saída de seus moradores.

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