Internacional
EUA vetam resolu��o da ONU contra expuls�o de Arafat
Washington e Tel Aviv ? Os Estados Unidos vetaram ontem uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que pedia que Israel revogasse sua decisão de expulsar o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Iasser Arafat. O texto recebeu 11 votos a favor, um contra e três abstenções. O ?não? de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, China, Rússia, Reino Unido e França) é suficiente para bloquear uma resolução. As três abstenções foram de Reino Unido, Bulgária e Alemanha. ?Os Estados Unidos não apóiam a expulsão de Iasser Arafat ou seu exílio?, disse o embaixador norte-americano na ONU, John Negroponte, acrescentando que a razão do veto foi o fato de o texto, apresentado pela Síria, não condenar a ação dos grupos radicais palestinos. Arafat havia pedido ontem ao Conselho de Segurança da ONU que aprovasse o projeto de resolução. ?Muitos países me apóiam e eu peço a Deus que uma decisão do Conselho de Segurança me ajude?, declarou Arafat em Ramallah (Cisjordânia) a centenas de partidários reunidos diante de seu quartel-general, onde ele está cercado por tropas israelenses há 20 meses. O gabinete de segurança de Israel adotou na quinta-feira passada (11) a decisão de princípio de ?livrar-se? de Arafat, que é considerado um ?obstáculo à paz?. Porém, depois de muitos protestos, altos funcionários do governo descartaram a possibilidade de eliminação física do dirigente histórico palestino. Na segunda-feira, Israel anunciou que não pensava em aplicar sua decisão de maneira imediata. Cessar-fogo recusado Israel recusou uma proposta de cessar-fogo de duração ilimitada apresentada ontem pelo coronel Khibril Rajub, conselheiro para a segurança nacional de Iasser Arafat, informou um porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon. Rajub disse que os grupos extremistas palestinos Hamas e Jihad Islâmico respeitariam esse cessar-fogo e que o primeiro-ministro designado Ahmed Korei obteria um mandato, após a formação de seu governo, para negociar uma solução definitiva do conflito israelo-palestino. ?Não cairemos na armadilha de uma nova hudna (trégua) ou de um cessar-fogo?, declarou Raanan Gissin. A proposta palestina foi apresentada ontem, depois que o gabinete israelense de segurança tomou na quinta-feira a decisão de ?remover? Arafat, após os dois ataques suicidas que na terça-feira, 9, mataram 15 israelenses. O governo de Ariel Sharon culpa Arafat pelo colapso das negociações de paz, acusando-o de pelo menos indiretamente apoiar os ataques terroristas contra Israel.