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Bird: o mundo est� com os olhos voltados para o Brasil

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Dubai - O programa do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que deu prioridade à luta contra a pobreza e a fome, ?é a experiência mais importante que está sendo realizada na América Latina?, afirmou, em Dubai, o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn. ?Os olhos do mundo inteiro estão voltados para o Brasil?, assegurou o dirigente do Bird, em uma entrevista à imprensa por ocasião do lançamento da reunião anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), programada para as próximas terça e quarta-feira, pela primeira vez em um país árabe. Wolfensohn mencionou ?os desenvolvimentos muito positivos registrados na América Latina na década de 90, mas que não foram uniformes?. ?Atualmente, o que está acontecendo com Lula, que fez da luta contra a pobreza uma prioridade, é possivelmente a experiência mais importante na região?, reiterou, expressando sua ?grande confiança? no presidente brasileiro. ?O que Lula está fazendo tem uma importância extraordinária?, insistiu Wolfensohn. ?E está fazendo não através de uma revolução e sim de eleições?, destacou o presidente do Banco Mundial na entrevista em que também abordou alguns dos temas que dominarão o encontro econômico, entre eles a reconstrução do Iraque e o acordo do FMI com a Argentina Corrupção Após o colapso das negociações sobre comércio mundial em Cancún, os países ricos terão que pagar as ajudas prometidas e os países pobres devem acabar com a corrupção para obter o saldo necessário para o desenvolvimento, afirmou o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, na sexta-feira. Em entrevista antes do encontro anual do banco, ele disse estar nervoso que Cancún e o fato de os países ricos não oferecerem ajuda tenham levantado questões sobre o acordo de desenvolvimento de US$ 16 bilhões definido em Monterrey no ano passado. ?Nós estamos vindo aqui em uma época que as negociações de comércio tiveram um retrocesso. Então haverá uma certa incerteza (nas reuniões) entre ricos e pobres sobre o saldo de Monterrey?, disse ele. Em março do ano passado, chefes de Estado do mundo todo se reuniram em Monterrey para uma conferência da Organização das Nações Unidas sobre financiamento do desenvolvimento. Os países ricos prometeram elevar o fluxo de ajuda. Mas boa parte do dinheiro não está aparecendo, apesar das promessas, e está deixando iniciativas em educação e alívio da dívida ainda na espera por um dinheiro extra. ?Eu sei que precisamos resolver esses problemas e eu espero que haja progresso durante os encontros?, disse ele. ?A questão toda da entrega é o ponto central das discussões?.

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