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Americano e brit�nico levam Pr�mio Nobel de Economia

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Estocolmo ? O Prêmio Nobel de Economia 2003 foi concedido ontem ao americano Robert F. Engle e ao britânico Clive W. J. Granger, por seu trabalho de análise das séries econômicas temporais. O economista brasileiro Celso Furtado também concorria ao Nobel, mas perdeu. A pesquisa de Engle e Granger deu aos economistas novos instrumentos para avaliar riscos ao aperfeiçoar a análise de indicadores como o PIB (Produto Interno Bruto), o crescimento econômico, os preços ou as taxas de juros durante um período de tempo. O júri precisou que o Nobel foi atribuído a Engle por seu trabalho sobre os ?métodos de análises de séries temporais econômicas com volatilidade temporal [os modelos Arch]?, e a Granger ?por seus métodos de análises de séries temporais econômicas com uma tendência comum (co-integra-ção)?. O trabalho dos dois economistas permitiu aumentar a confiabilidade na previsão dos desenvolvimentos econômicos e da evo-lução de investimentos nos mercados financeiros. Engle trabalhou com noções de ?volatilidade temporal? e Granger com noções de volatilidade ?não-estacionária?, características das ?séries temporais?, ou seja, as séries cronológicas de dados, acrescentou o júri. Os vencedores vão dividir um prêmio de 10 milhões de coroas (US$ 1,3 milhão). O brasileiro Celso Furtado foi indicado ao Nobel de Economia por sua contribuição ao estudo de economias de países em desenvolvimento. Furtado, 83, é membro da Comissão Mundial de Cultura e Desenvolvimento (Unesco). Nascido no sertão da Paraíba, foi ministro do Planejamento do governo João Goulart (1961-1964) e da Cultura do presidente José Sarney (1985-1990). É autor de ?Formação Econômica do Brasil?, entre outras obras. Nobel da Paz A firmeza com que o papa João Paulo 2º se opôs à guerra contra o Iraque pode ser reconhecida amanhã com o Prêmio Nobel da Paz 2003, segundo informações da imprensa italiana divulgadas ontem. O veredicto suscita expectativas no Vaticano, diz o jornal ?Corriere della Sera?, que analisa em longo artigo as razões pelas quais o prestigiado prêmio deve ser dado ao chefe da Igreja Católica.

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