Internacional
Combates na Col�mbia matam 17 guerrilheiros e uma crian�a
Bogotá (Colômbia) ? Pelo menos 17 paramilitares de extrema direita foram mortos domingo pelo Exército durante intensos combates no Departamento colombiano de Casanare (365 km ao leste do país), informou uma fonte do Exército. Uma criança também morreu durante os confrontos. O general Luis Fabio García, comandante da Décima Sexta Brigada que entrou em combate contra os paramilitares, disse que os 17 guerrilheiros mortos pertenciam ao denominado bloco dos centauros da Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), que atua nesta região. O chefe militar informou que os combates aconteceram em uma região rural conhecia como Sitio Nuevo, a 30 km de Yopal (capital de Casanare), e que uma menina de dez anos morreu no fogo cruzado. ?Lamentavelmente a ação destes criminosos tirou a vida de uma criança que nada tinha a ver com o conflito e que se escondia com a família em casa?, acrescentou. Também foram realizadas operações para desmantelar as AUC no departamento de Caquetá (sul do país), onde a polícia prendeu 25 suspeitos de apoiar e financiar o grupo paramilitar nesta região. O comandante da operação, general Luis Alfredo Rodríguez, afirmou que entre os 25 presos estão cinco ex-membros da polícia, um deles um ex-capitão, três ex-investigadores da Procuradoria Geral e o Administrador do Aeroporto de Florencia, capital de Caquetá. Prefeitos ameaçados Um total de 550, dos 1.110 prefeitos colombianos, estão ameaçados de morte por guerrilheiros ou paramilitares, segundo um relatório divulgado ontem. De acordo com o documento, 63 prefeitos foram assassinados desde 1998, incluindo oito em 2003, e 198 renunciaram pelas pressões dos grupos armados. Além disso, 166 prefeitos abandonaram suas cidades e outros 18 foram sequestrados nos últimos dois anos, segundo o documento elaborado pela Defensoria Pública divulgado pelo jornal ?El Tiempo?, de Bogotá. A Defensoria Pública, com base em dados da Federação Colombiana de Municípios, também indicou que o número de assassinatos de prefeitos dobrou no ano passado em relação a 2001, depois do início de uma campanha de ameaças das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Segundo a Federação Nacional de Vereadores, citados também neste relatório, 82 vereadores foram mortos e mais de 1.800 deixaram seus municípios por causa da violência entre maio de 2002 e maio de 2003.