Internacional
Cautela de Lula sobre d�vida prevalece em Buenos Aires
Buenos Aaires - Prevaleceu, no Consenso de Buenos Aires, a hipermoderação da equipe econômica brasileira, que, no item relativo à dívida externa, recusou uma formulação que poderia ser tomada como levíssima insinuação de calote. O texto original dizia: ?Expressamos nossa firme vontade de cumprir com nossos compromissos relativos à dívida externa de forma que não limite nem deteriore as possibilidades de crescimento econômico, investimentos e desenvolvimento social?. O texto finalmente aprovado e assinado ontem pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner ficou assim: ?Expressamos que a administração da dívida pública deve ter como horizonte a criação de riqueza e de postos de trabalho, a proteção da poupança, a redução da pobreza, o fomento da educação e da saúde e a possibilidade de manter políticas sustentáveis de desenvolvimento econômico e social?. A diferença é sutil, mas importante, no jogo de símbolos e de retórica que é parte da governança moderna, em especial no que diz respeito a recados que possam ser interpretados (bem ou mal) pelos mercados financeiros. Em contrapartida, o texto acabou incluindo a defesa de uma proposta para a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) que está sendo questionada pelos Estados Unidos.