Internacional
Cruz Vermelha fica no Iraque, mas reduz equipe, diz diretor
Genebra (Suíça) ? O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) decidiu permanecer no Iraque, mas reduzirá sua equipe estrangeira no país depois do atentado contra sua sede na última segunda-feira (27). O anúncio foi feito ontem pelo diretor de operações da organização, Pierre Krahenbuhl. O atentado suicida realizado com um carro-bomba contra a sede do CICV em Bagdá deixou 12 mortos e 22 feridos. Duas das vítimas trabalhavam para a Cruz Vermelha. ?O CICV não está abandonando o Iraque?, afirmou Krahenbuhl. ?Estamos reduzindo o número de nossa equipe internacional, e aumentando as medidas de segurança para os trabalhadores que permaneçam no Iraque (...) não nos resta outra alternativa a não ser adaptar nossa forma de trabalhar no país?, afirmou. Atualmente, o CICV tem 30 funcionários estrangeiros no Iraque, e mais de 700 iraquianos. A organização chegou ao país no começo dos anos 80, principalmente a partir da guerra Irã-Iraque (1980-88). Desde então, ao contrário de outras organizações internacionais, nunca abandonou o país. Apelo dos EUA O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, tinha pediu pessoalmente ao presidente da Cruz Vermelha que não retire seus funcionários estrangeiros do Iraque. Segundo Powell, isso significaria a vitória dos ?terroristas?. Powell pediu ao secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, que debata a questão da segurança no Iraque. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Richard Boucher, Powell disse a Kellenberger e Annan que os EUA estão dispostos a dar a máxima segurança possível ao CICV e aos diferentes organismos da ONU presentes no Iraque.