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Brasil perde nove pontos em competitividade

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Genebra ? O Brasil caiu nove posições no ranking de competitividade internacional, segundo o Fórum Econômico Mundial. De um total de 102 países avaliados, o Brasil está na 54ª posição no ranking de competitividade e na 56ª posição no de corrupção. No levantamento feito no ano passado, com 80 países, o Brasil aparece em 45º lugar no ranking de competitividade. A comparação entre as pesquisas, portanto, tem de ser cuidadosa. Se o ranking de competitividade fosse feito com os mesmos 80 países do ano passado, o Brasil teria ficado na 52ª posição. Isso significa que o Brasil teria perdido sete posições na avaliação deste ano, e não nove. O país ostenta ainda o 100º lugar na lista de ?spread? bancário (diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas cobradas dos clientes). Lendo o mesmo dado de outra forma, de um total de 102 praças finan-ceiras, o setor bancário brasileiro é o terceiro que mais lucra por operação de empréstimo e financiamento. O Fórum Econômico Mundial, com sede em Genebra (Suíça), identifica-se como uma organização internacional independente que tem como missão estimular o desenvolvimento mundial. O índice de competitividade reflete as perspectivas de crescimento no médio prazo. Os economistas e técnicos avaliam três grandes grupos de fatores para elaborar o ranking: desenvolvimento de novas tecnologias, qualidade das instituições públicas e ambiente macroeconômico. A posição do Brasil caiu drasticamente em vários indicadores dos dois últimos grupos de fatores. No caso dos dados macroeconômicos, as informações referem-se a 2002. Mas os aspectos relacionados à qualidade das instituições públicas foram baseados em entrevistas realizadas de janeiro a junho deste ano com 7.741 presidentes de empresas. Ou seja, a queda nos indicadores econômicos diz respeito somente à administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Contudo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria responsabilidade em questões como piores posições no combate à corrupção e no grau de independência do Judiciário. No Brasil foram ouvidos 63 empresários. Segundo o economista Augusto Lopez Claros, os executivos tiveram cinco principais reclamações, nesta ordem: 1 ? Dificuldade no acesso a financiamentos, devido a altas taxas de juros e baixa oferta de crédito; 2 ? Alto grau de regulação da economia; 3 ? Alta carga tributária; 4 ? Ineficiência da máquina pública, dada a enorme burocracia existente em vários níveis; 5 ? Corrupção ? muitos alegaram a cobrança de propina exigida por funcionários públicos para resolver problemas.

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