Internacional
Japon�s � morto na Col�mbia ap�s seq�estro de quase 3 anos
Bogotá ? O industrial japonês Chikao Muramatsu, encontrado morto na segunda-feira (24) a 70 km da capital colombiana (Bogotá), foi sequestrado, em fevereiro de 2001, por ex-policiais, que o entregaram às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O corpo do japonês crivado de balas de fuzil foi descoberto na área de Juan de Río Seco, 70 km a oeste de Bogotá, e sua identidade foi confirmada na noite de ontem, informou uma fonte da Procuradoria colombiana. Nas últimas semanas, foram realizadas nesta mesma área operações militares contra a guerrilha das Farc. Chikao Muramatsu, 55, ex-vice-presidente na Colômbia da empresa Yazaki-Ciemel, foi sequestrado em 22 de fevereiro de 2001 em uma zona residencial de Bogotá. As investigações permitiram determinar que Muramatsu foi sequestrado por uma gangue de delinquentes chamada ?Los Calvos?, formada por ex-policiais. No mesmo dia do sequestro, os integrantes de ?Los Calvos? entregaram o japonês às Farc, que conduziram então as negociações. Fontes próximas à investigação informaram que as Farc pediram inicialmente US$ 27 milhões para a libertação de Muramatsu. O valor foi depois reduzido para US$ 9,8 milhões. Segundo fontes militares, o japonês passou por vários acampamentos no Departamento central de Cundinamarca, do qual Bogotá é a capital. Operação Um informante da inteligência afirmou ontem que no dia 31 de outubro passado foi realizada uma operação na localidade de Topaipí, durante a qual foi assassinado Marco Aurelio Buendía, homem de confiança de Jorge Briceño, líder militar das Farc mais conhecido como ?Mono Jojoy?. Durante esta operação, foram apreendidos documentos nos quais ?Mono Jojoy? pede a Buendía que cuidasse bem do japonês. O comandante das Forças Militares colombianas, o general Carlos Alberto Ospina, disse que, durante uma operação conduzida na segunda-feira passada, os soldados ouviram tiros. Quando foram averiguar a situação, encontraram o corpo do japonês, vestido com um traje de camuflagem similar ao utilizado pelos guerrilheiros. O governo colombiano não comentou o caso, ao contrário das autoridades japonesas. ?Estamos muito tristes com esta notícia, e sentimos uma grande raiva ante este crime?, disse a ministra japonesa das Relações Exteriores, Yoriko Kawaguchi, que pediu a captura rápida dos culpados.