Internacional
Plano B de paz entre Palestina e Israel � lan�ado em Genebra
Genebra ? Israelenses e palestinos lançaram ontem uma iniciativa para tentar pôr fim à crise israelo-palestina, retomada a partir da segunda Intifada ? revolta palestina contra a ocupação israelense, iniciada em setembro de 2000. O plano não conta com o apoio formal do governo de Israel nem da Autoridade Nacional Palestina (ANP). O plano de paz alternativo, elaborado por uma comissão mista de israelenses e palestinos, foi negociado durante os últimos dois anos e liderado pelo ex-ministro da Justiça de Israel, Yossi Beilin, e pelo ex-ministro palestino da Informação e chefe da delegação que negociou a paz nos anos de 1999 e 2000, Yasser Abed Rabbo. O texto prevê concessões de ambas as partes. Uma das principais propostas é o estabelecimento de um governo palestino na Cisjordânia, faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Em troca os palestinos abdicariam da exigência do direito de retorno dos refugiados para Israel e ao conflito armado. Os israelenses, segundo o acordo, desocupariam todos os assentamentos judaicos em território palestino. A cerimônia de assinatura do projeto, em Genebra (Suíça), contou com a presença do ex-presidente dos EUA e Prêmio Nobel da Paz de 2003, Jimmy Carter (1977-1981). Ataque israelense Enquanto o plano era lançado em Genebra, forças israelenses mataram três atiradores palestinos numa ação para capturar supostos militantes na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, disse um porta-voz do Exército. Fontes palestinas na cidade identificaram dois dos mortos como membros do braço militar do grupo extremista islâmico Hamas, que matou centenas de israelenses em ataques suicidas desde o início da Intifada (revolta palestina contra a ocupação israelense), em setembro de 2000. A terceira pessoa ainda não foi identificada. Segundo o porta-voz do Exército, os soldados mataram dois atiradores que dispararam contra eles dentro de um prédio e um terceiro militante que lançou granadas contra eles em um outro distrito. A operação ocorreu pouco antes de um acordo de paz simbólico criado pela oposição israelense e por políticos palestinos, que deverá ser lançado em Genebra.