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EUA matam 54 iraquianos em confrontos no norte de Bagd�

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Samarra (Norte do Iraque) ? Os combates no domingo entre o exército norte-americano e a guerrilha iraquiana em Samarra, norte de Bagdá, causaram 54 mortos, informou ontem o coronel William MacDonald, porta-voz militar da 4ª Divisão de Infantaria norte-americana que controla a região, sem esclarecer se os mortos eram civis ou militares. O balanço divulgado domingo à tarde indicava a morte de 46 pessoas e ferimentos em cinco soldados dos EUA e um civil. William MacDonald informou que os autores dos ataques ? muitos deles usando uniformes da milícia paramilitar Fedayin, de Saddam ?, atingiram simultaneamente dois comboios dos EUA em locais opostos de Samarra, a 100 km ao Norte de Bagdá. Os restos do combate ainda eram evidentes, ontem. Dezenas de carros estavam destruídos nas ruas, muitos aparentemente danificados por tanques, e furos de balas eram vistos em muitos prédios. Diversos moradores disseram que seguidores de Saddam atacaram os americanos, mas que, quando as forças dos EUA começaram a atirar a esmo, muitos civis pegaram suas armas e se juntaram ao combate. Outros moradores também disseram muitos iraquianos estavam incomodados com as recentes incursões dos EUA durante a noite. Muitos moradores afirmaram que os americanos abriram fogo a esmo quando foram atacados e que alvos civis foram atingidos. O coronel William MacDonald disse que, depois de derrubarem uma ponte, os iraquianos iniciaram o ataque com bombas, tiros, morteiros e granadas lançadas por foguetes. Tropas americanas responderam com tanques e canhões. As forças americanas destruíram três prédios usados pelos autores dos ataques, disse MacDonald. MacDonald afirmou que o ataque foi o maior enfrentado pela força-tarefa americana responsável pela procura por Saddam. Autoridades militares em Bagdá disseram que não sabiam de um ataque tão violento desde 1º de maio, quando o presidente dos EUA, George W. Bush, declarou o fim dos principais combates no Iraque. Autoridades americanas divulgaram apenas esporadicamente números sobre mortos iraquianos. Sincronia A escala do ataque e a aparente coordenação das duas operações mostraram que unidades rebeldes têm a habilidade de realizar operações sincronizadas apesar da intensa ofensiva lançada pelos EUA neste mês contra a guerrilha iraquiana. Ao menos 104 soldados da coalizão morreram no Iraque em novembro, incluindo 79 americanos, segundo a agência de notícias Associated Press. Em termos de perdas da coalizão, foi o mês mais sangrento da guerra, que começou no dia 20 de março. Pouco depois do combate, quatro homens em um BMW atacaram outro comboio dos EUA em Samarra com armas automáticas, disse MacDonald. Os soldados feriram os quatro homens e acharam rifles e lançadores de granadas em seu carro. Ainda no domingo, dois sul-coreanos empregados de uma empresa elétrica de seu país contratada pelo Exército norte-americano morreram numa emboscada perto de Tikrit, 175 km ao norte de Bagdá. Outros dois foram gravemente feridos. No sábado, dois diplomatas japoneses, sete membros do serviço de inteligência espanhol e um colombiano foram mortos em ataques no Iraque. Em Seul, o governo sul-coreano prometeu ontem respeitar seu compromisso de enviar 3.000 soldados ao Iraque, apesar do ataque de domingo. O premier japonês, Junichiro Koizumi, reiterou sua promessa de que o ataque contra diplomatas japoneses não alteraria o compromisso de Tóquio de enviar tropas, prover ajuda humanitária e participar na reconstrução do Iraque.

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