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Em visita � S�ria, Lula defende soberania do povo palestino

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Damasco ? A menos de um mês do Brasil assumir uma cadeira temporária no Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, em jantar oferecido ontem pelo presidente sírio em Damasco, a ocupação de territórios palestinos, a manutenção e a expansão de assentamentos, que classificou de ?inaceitáveis?. O presidente apoiou iniciativa árabe da paz que, segundo ele, oferece alternativas convergentes para um estado palestino independente. ?O direito de um povo exercer soberania sobre seu território é inalienável?, disse Lula. Além disso, Lula afirmou que o Brasil defenderá, por meio de voto, na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas a devolução à Síria das Colinas de Gola, atualmente sob o controle de Israel. O presidente lamentou a guerra no Iraque e cobrou maior envolvimento da ONU e dos países Árabes no esforço de reconstrução daquele país. O presidente brasileiro defendeu também a reforma das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, contando com representantes de países em desenvolvimento entre os seus membros permanentes. ?Somente, assim, terá a legitimidade indispensável para que as suas ações sejam efetivamente respeitadas?, disse. No entanto, Lula salientou que o Brasil quer uma vaga no Conselho, mesmo que não tenha direito a poder de veto. O assessor especial da Presidência da Republica para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, ressaltou que a Síria foi ?muito simpática? ao pleito do Brasil de assumir posto permanente no Conselho de Segurança. Por último, o presidente brasileiro reforçou as ligações culturais entre os povos da Síria e do Brasil. ?Minha visita retraça a viagem que muitos sírios fizeram em direção ao Brasil, em busca de novas perspectivas de vida?, completou. Bashar Al-Assad, por sua vez, lembrou que há 50 anos a situação entre israelenses e árabes tem piorado. ?Tudo isso produto da ocupação de territórios árabes por parte de Israel e de sua negativa quanto à aceitação dos requisitos da paz justa e abrangente?, discursou. O presidente sírio destacou que as políticas de escalada e extremismo adotadas pelo governo de Israel e as agressões contra o povo árabe na Palestina, Líbano e Síria poderão resultar nas mais graves conseqüências.

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