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Alem�o conta com detalhe como matou e comeu um homem

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Kassel (Alemanha) ? Armin Meiwes, 42, acusado de canibalismo, contou em detalhes à corte alemã de Kassel (região central da Alemanha), ontem, como matou e comeu um homem que ele diz ter consentido em ser esquartejado e devorado em frente a uma câmera de vídeo. Em quatro horas de um depoimento minucioso, Meiwes afirmou no primeiro dia de seu julgamento que sua fantasia sobre o canibalismo começou durante sua solitária infância e depois progrediu até se tornar uma obsessão. O clímax ocorreu na noite de 10 de março de 2001, quando ele matou e comeu o engenheiro Bernd Juergen Brandes, que havia conhecido pela Internet. ?Eu o beijei de novo, rezei, pedi perdão por ele e por mim e então, o fiz?, contou ele a uma corte silenciosa. ?Eu tinha a fantasia e no fim eu a realizei?, continuou. Meiwes, que é técnico de computadores, disse que também teve a chance de saciar seu desejo com outras vítimas consentidas e afirmou que ?há centenas, milhares [de pessoas] lá fora querendo ser comidas?, mas disse que não eram do tipo certo. O caso é inédito na história legal alemã e chocou o país. Como o canibalismo não é tecnicamente um crime na Alemanha, os promotores acusaram Meiwes de assassinato para satisfação sexual e ?perturbação da paz dos mortos? por ter esquartejado o cadáver. Se for considerado culpado, ele será condenado à prisão perpétua. O veredicto deverá ser conhecido em fevereiro. O julgamento foi adiado até segunda-feira, quando a corte deverá estudar o vídeo a portas fechadas. Fantasia Meiwes disse que se arrepende do que fez, mas insistiu em dizer que não cometeu assassinato ao fazer o que sua vítima lhe pedia. Ele afirmou que sua fantasia começou entre os oito e os 12 anos, quando se imaginou comendo colegas de escola. Vestido com terno e gravata pretos, Meiwes disse ter se sentido só depois que seu pai e dois irmãos mais velhos abandonaram a família. Ele queria ter um irmão mais novo. ?Então, um dia percebi que não era suficiente?, disse. Ele logo começaria a imaginar um amigo a quem poderia manter junto de si para sempre comendo-o. ?Magro e loiro, este seria o tipo?, afirmou. Filmes de terror e a observação de animais sendo abatidos alimentavam sua imaginação e o excitavam sexualmente. Ele negou ter matado sua vítima, Bernd Juergen Brandes, por prazer sexual, afirmando que embora tivessem feito sexo algumas horas antes, sua satisfação estava em ver sua amizade consumida até o fim. O promotor Marcus Koehler alegou que Meiwes sempre teve a intenção de matar e que explorou um problema mental que deixou Brandes com desejo de morte.

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