Internacional
Ex�rcito de Israel abandona Rafah ap�s violenta incurs�o
Rafah ? O Exército de Israel encerrou ontem uma operação de 48 horas na faixa de Gaza que resultou na morte de nove palestinos ? ação qualificada como ?massacre? pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) e muito criticada pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. A saída aconteceu poucas horas antes da celebração do Natal em Belém, a cidade onde nasceu Cristo, na Cisjordânia ocupada, que não contará com a presença do presidente da ANP, Iasser Arafat, sitiado em seu quartel-general de Ramallah (Cisjordânia) pelo terceiro ano consecutivo pelo Exército israelense. Depois da operação em Rafah, um dirigente palestino que pediu anonimato anunciou à agência France Presse o adiamento de um encontro israelo-palestino previsto para quarta-feira (31), que serviria de preparação para uma reunião entre os primeiros-ministros Ariel Sharon e Ahmed Korei. O encontro teria a participação do chefe de gabinete de Korei, Hassan Abu Libdeh, do ministro palestino encarregado das negociações, Saeb Erakat, e do chefe de gabinete de Sharon, Dov Weisglass. Mortes Nove palestinos, entre eles cinco militantes armados, morreram durante a operação de Rafah, e outros 31 ficaram feridos, incluindo três crianças, segundo fontes palestinas. Ao todo 30 casas palestinas foram destruídas e outras 20 sofreram danos durante a operação. Segundo um porta-voz do exército israelense, todos os mortos eram ativistas armados e as tropas enfrentaram uma forte resistência. A mesma fonte acrescentou que a incursão tinha o objetivo de ?destruir túneis cavados sob a fronteira entre Egito e Rafah que eram utilizados para o contrabando de armas?. Mais de 40 desses túneis foram descobertos ao longo do ano, disse. O comandante das tropas de Israel na faixa de Gaza, general Gaby Shadmi, afirmou que os ataques antiisraelenses no local foram intensificados e criticou a polêmica a respeito de uma ?retirada unilateral? da localidade.