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Argentina garante que n�o vai revisar acordo com FMI

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Buenos Aires - O governo argentino voltou a afirmar ontem que ?nada o fará revisar? o acordo fechado com o FMI (Fundo Monetário Internacional) em setembro do ano passado. A afirmação foi feita pelo chefe-de-gabinete do presidente Néstor Kirchner, Alberto Fernández, em resposta aos comentários de que o Fundo estaria pressionando o país para reprogramar o pagamento de sua dívida com organismos multilaterais de crédito, como o próprio Fundo, o Banco Mundial e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Fernández afirmou que ?não é factível? neste momento promover mudanças na carta assinada com o FMI. ?Primeiro, a Argentina precisa impulsionar o desenvolvimento interno?, afirmou. ?No externo, a Argentina deverá cumprir com o que se comprometeu. Os organismos internacionais devem fazer o mesmo?, afirmou. O chefe de gabinete insistiu que qualquer eventual acordo que se assine com algum organismo internacional de crédito seguirá a mesmo lógica do já assinado com o FMI: garantir um acordo que favoreça o desenvolvimento da Argentina. Segundo ele, essa meta não será ?frustrada? por conta de uma exigência de aumento da meta de superávit do governo que comprometa os investimentos e o crescimento da economia. A atual meta do país com o Fundo é de 3% do PIB (Produto Interno Bruto). A do Brasil, por exemplo, é de 4,25%. A meta de superávit chegou a ser um dos gargalos nas negociações do país com o Fundo no ano passado. O FMI exigiu uma meta entre 3,5% e 4% do PIB, mas o governo argentino não cedeu e conseguiu fechar a meta de 3% no acordo. O novo financiamento, aliás, foi autorizado um dia depois de a Argentina ter entrado em moratória com o FMI O país deixou de pagar uma parcela der US$ 2,9 bilhões de uma dívida com o Fundo e só regularizou a situação 48 horas depois, quando o FMI já havia concordado com a meta de superávit e em incluir objetivos sociais na carta de entendimento.

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