Internacional
36 jornalistas foram mortos no mundo no ano passado
O número de jornalistas mortos durante o exercício da profissão subiu para 36 em todo o mundo em 2003, contra os 19 mortos em 2002, informou hoje o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). Do total, 13 profissionais - mais de um terço das vítimas - morreram na cobertura da Guerra no Iraque. O comitê não registrava tantas mortes em um só país desde 1995, quando 24 profissionais da imprensa perderam a vida na Argélia. A contagem somente inclui jornalistas mortos como resultado direto de seu trabalho, não contabilizando outros seis profissionais que foram vítimas de acidentes ou doenças durante a cobertura da guerra. ?A Guerra do Iraque foi perigosa para os jornalistas, mas, segundo correspondentes de guerra mais experientes, o pós-guerra tornou-se um dos mais perigosos?, disse a diretora do CPJ, Ann Cooper. Dois jornalistas morreram vítimas das forças israelenses na Cisjordânia e na faixa de Gaza, elevando o número de profissionais mortos na região a seis desde o início da segunda Intifada em setembro de 2000. Cinco jornalistas foram abatidos nas Filipinas por denunciar atos de corrupção ou criticar altos funcionários. Na Colômbia, três foram assassinados por causa de suas atividades e um outro foi atingido durante um tiroteio e, no Brasil, dois jornalistas foram mortos no ano passado. Também foi registrada a morte de um jornalista nos seguintes países: Camboja, Guatemala, Índia, Indonésia, Irã, Costa do Marfim, Nepal, Paquistão, Rússia e Somália.