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Nº 5717
Internacional

Sharon nega-se a atender Bush e mant�m ataques a palestinos

Jerusalém e Washington – O primeiro-ministro de Israel, Ariel  Sharon, declarou, ontem, que a  operação “Muro Protetor”, lançada contra cidades palestinas, vai  continuar, apesar do pedido feito  pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para

Por | Edição do dia 05/04/2002 - Matéria atualizada em 05/04/2002 às 00h00

Jerusalém e Washington – O primeiro-ministro de Israel, Ariel  Sharon, declarou, ontem, que a  operação “Muro Protetor”, lançada contra cidades palestinas, vai  continuar, apesar do pedido feito  pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para seu governo pôr fim às incursões israelenses na zonas autônomas palestinas, ao mesmo tempo que acusou Iasser Arafat de trair os palestinos, durante um discurso realizado hoje na Casa Branca. Sharon autorizou o enviado  especial dos EUA, Anthony Zinni,  a se reunir com o líder palestino  Iasser Arafat, mas afirmou que a  ofensiva de Israel na Cisjordânia  continuará. Em uma reunião de quase duas horas, Sharon foi convencido por Zinni e autorizou a visita do mediador americano ao complexo de Ramallah, na Cisjordânia, onde Arafat está confinado pelo Exército israelense. O mediador americano tentará persuadir Arafat a aceitar a fórmula de cessar-fogo oferecida na semana passada a israelenses e palestinos como passo preliminar à aplicação do Plano Tenet. Sobre o discurso de ontem do presidente dos EUA, George W. Bush, no qual anunciou que enviará à região seu secretário de Estado, Collin Powell, Sharon se limitou a dizer que a ofensiva israelense continuará e que “é preciso vencer o terrorismo palestino”. Viagem de Powell O presidente George W. Bush decidiu enviar o secretário de Estado do país, Colin Powell ao Oriente Médio, na próxima semana, como mais uma tentativa de acertar um acordo entre israelenses e palestinos. Em pronunciamento feito às 13h (Brasília), o presidente dos EUA culpou o líder palestino, Iasser Arafat, pela escalada da violência no Oriente Médio, mas também ressaltou que a ocupação das cidades da Cisjordânia, efetivada por Israel, deverá ser temporária.

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