Internacional
Brasil priorizar� �frica no Conselho da ONU
Nova York - O Brasil dará ênfase às questões relacionadas à África durante seus dois anos no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou o embaixador de Brasília nas Nações Unidas, Ronaldo Mota Sardenberg. A participação do Brasil no conselho começou efetivamente ontem, com a primeira reunião do ano. ?Para nós são muito importantes, além de questões óbvias, como Afeganistão e Iraque, as africanas, especialmente as da África Ocidental, que são muito próximas do Brasil, muito próximas de nosso coração?, disse o embaixador à imprensa ao final do encontro. ?Vamos dar especial atenção a Guiné Bissau?, acrescentou, em referência ao país africano lusófono, um dos mais pobres do mundo, que passa por um período de instabilidade depois do golpe de Estado de 17 de setembro passado. Agenda complexa O embaixador informou que o Brasil trabalhará para ?manter uma presença significativa das Nações Unidas no Timor Leste?, o jovem país asiático de língua portuguesa no qual se planeja reduzir o contingente da ONU nos próximos meses. O embaixador, que representará o Brasil durante seu nono período no Conselho desde a criação da ONU, em 1945, disse que os debates neste ano ?serão muito fortes, com um temário complexo envolvendo mais de 30 questões?. Em princípio, a América Latina não está nesta agenda. A reforma das Nações Unidas, que poderia levar à tão esperada inclusão do Brasil entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, é um assunto que não será tratado pelo menos nos próximos dois anos, disse. O CS da ONU tem 15 membros. Cinco são membros permanentes (EUA, Reino Unido, Rússia, França e China), e dez são eleitos pela Assembléia Geral da ONU para mandatos de dois anos (Angola, Argélia, Benin, Brasil, Chile, Alemanha, Guiné, Espanha, Filipinas e Romênia).