Internacional
PF conclui identifica��o de 990 turistas dos EUA no porto do Rio
Rio ? Os turistas americanos que chegaram no porto do Rio a bordo do navio de bandeira holandesa Amsterdã foram identificados na manhã de ontem, conforme determinação da Justiça. O navio atracou às 7h15, com 990 turistas ? sendo 625 dos Estados Unidos, além de 25 tripulantes. Por volta das 7h30, estavam abordo agentes da Vigilância Sanitária e 14 agentes da Polícia Federal, dez a mais que mas operações habituais, segundo o delegado-chefe da Imigração do Estado, Eduardo da Matta. A identificação terminou no final da manhã, quando os últimos americanos puderam deixar o navio. ?Fizemos o possível e acho que conseguimos transformar o desembarque dos passageiros em uma situação menos penosa?, disse Matta. O processo foi rápido, se comparado com a espera encontrada na última segunda-feira por turistas que desembarcaram no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. Na ocasião, ao menos 300 americanos enfrentaram espera de até sete horas para o ?fichamento?. A decisão que obriga a identificação de turistas americanos é do juiz Julier Sebastião da Silva, de Mato Grosso, e foi baseada no princípio da reciprocidade, após ação movida pelo procurador da República José Pedro Taques. Desde segunda-feira, todos os cidadãos brasileiros que viajarem para os Estados Unidos são submetidos a sistema semelhante de identificação. Filas Duas filas foram formadas no convés do navio para a identificação: uma exclusiva para americanos ? que eram fotografadas e tinham a impressão digital do polegar direito colhida ? e outra para os demais turistas. Em média, o processo de ?fichamento? levou 45 minutos, enquanto a verificação dos turistas de outras nacionalidades era feita em menos de meia hora. Alguns turistas, porém, afirmaram que passaram cerca de uma hora e meia na fila. Os primeiros turistas americanos desembarcaram por volta das 10h, cerca de 45 minutos depois dos passageiros de outros países. ?A gente não entende esse procedimento por parte de vocês, já que não sofrem com o terrorismo, como nós americanos?, disse o rabino Marke Dorovicz, de Los Angeles, um dos primeiros a deixar o navio. A administração do porto do Rio considerou satisfatória a operação montada pela Polícia Federal, já que os passageiros puderam aguardar a bordo, de forma confortável.