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Julgamento de terroristas da Al-Qaeda ser� no Ir�

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O governo de Teerã julgará os integrantes da rede terrorista Al-Qaeda que estão presos no Irã. O anúncio foi feito pelo ministro iraniano das Relações Exteriores, Kamal Jarazi, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Com isso, o Irã recusa mais uma vez o pedido americano de enviar os suspeitos de volta a seu país de origem. ?É nosso direito julgar os que cometeram crimes em nosso território?, disse Jarazi à imprensa. ?Essas pessoas agiram contra nossa segurança interna, por isso, temos o direito legítimo de julgá-las no Irã?, acrescentou. ?Assim que reunirmos os documentos, eles serão julgados?, havia dito, pouco antes, o ministro iraniano à CNN. Sobre a data, Jarazi limitou-se a indicar que ?o processo está em andamento? e não forneceu o número de ativistas a serem julgados. O governo norte-americano demonstrou-se cético em relação às intenções do Irã de julgar membros da Al-Qaeda e reiterou o pedido para que eles fossem extraditados. Em meados de janeiro, Teerã destacou que havia extraditado vários membros da rede Al-Qaeda para a Arábia Saudita e repassado valiosas informações sobre atividades extremistas. Intermediário Na sexta-feira, autoridades americanas anunciaram a prisão, no Iraque, de uma pessoa ligada ao jordaniano Abu Mussab al-Zarqaui, acusado pelos Estados Unidos de ser um intermediário entre o Iraque e a rede terrorista Al-Qaeda. Hussan al-Yemeni, suposto dirigente de uma célula do grupo islamita curdo Ansar al-Islam em Falluja, foi detido em 15 de janeiro, disse uma fonte que pediu para não ser identificada. ?É o membro da maior hierarquia de Ansar al-Islam capturado até o momento?, acrescentou. Al-Zarqaui, cuja cabeça vale US$ 5 milhões, é um jordaniano suspeito de ter vínculos com a Al-Qaeda e o dirigente da Ansar al-Islam. Além disso, é acusado de estar envolvido na morte de Laurence Foley, um diplomata americano assassinado em Amã, Jordânia, em outubro de 2002.

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