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Novo atentado atribu�do � Al Qaeda mata 47

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(Agência Folha) - No segundo atentado a visar iraquianos ligados aos EUA em menos de 24 horas, pelo menos 47 pessoas morreram e 55 foram feridas ontem, quando um carro-bomba explodiu em frente a um centro de recrutamento do novo Exército iraquiano, em Bagdá. Novamente, militares americanos suspeitam do envolvimento da Al Qaeda e do jordaniano Abu Musab al Zarqawi, que, segundo os EUA, opera no Iraque e escreveu uma carta à rede terrorista liderada por Osama bin Laden e pediu ajuda para desestabilizar o país. Ontem, os EUA elevaram de US$ 5 milhões para US$ 10 milhões a recompensa por informações que levem à captura do jordaniano. A carta foi apresentada na terça-feira por comandantes americanos no Iraque. No texto, seu autor fala que o único modo de ?prolongar a batalha com os infiéis? (as forças de ocupação, que pretendem entregar o poder aos iraquianos em 30 de junho próximo) é criar uma guerra sectária, atacando a maioria xiita e voltando-a contra a minoria sunita. Na terça-feira, 53 pessoas morreram em um atentado em Iskandariya, uma cidade predominantemente xiita ao sul de Bagdá. ?Se eu posso traçar uma relação entre a carta e esses ataques? Sim, eles estão relacionados?, disse o general Charles Swannack Jr., comandante da 82ª Divisão Aerotransportada. ?Iskandariya está na linha entre sunitas e xiitas. Os ataques podem ser uma tentativa de fomentar um conflito civil?, completou. O ataque de ontem ocorreu em um centro de recrutamento do Exército na capital, por volta das 7h20 (3h20 em Alagoas), quando cerca de 300 pessoas esperavam sua abertura. Um Oldsmobile carregado com entre 120 e 230 quilos de explosivos foi detonado em frente ao centro, a poucos quarteirões da área Verde, QG da operação americana. Até agora, nenhum grupo reclamou a autoria dos dois ataques. ?Os terroristas estão tentando impedir que as pessoas se unam às novas forças e conseguirão caso não providenciemos segurança suficiente. Sob a lei internacional, é responsabilidade das forças de ocupação prover segurança?, disse Adnan Pachachi, do Conselho de Governo Iraquiano. O general Mark Kimmit, porta-voz militar dos EUA no Iraque, disse que havia segurança suficiente no local.

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