Internacional
Confrontos e mortes marcam abertura da reuni�o do G15
Caracas, Venezuela (Agência Folha) - Mais de mais de 10 mil policiais e soldados fardados com capacetes e máscaras de gás lacrimogêneo fizeram ontem barricadas para evitar que os manifestantes anti-Chávez se deslocassem desde a avenida Libertador, uma das mais importantes de Caracas, até o hotel Hilton, onde as delegações estrangeiras participantes da 12ª reunião de cúpula do Grupo dos 15 em Caracas estavam hospedadas. Os confrontos entre os manifestantes da oposição, grupos chavistas e a polícia deixaram ao menos dois mortos e 54 feridos. Os milhares de manifestantes querem que os países do G15 apóiem o referendo que pode tirar Chávez do poder. Diversos manifestantes foram atingidos pela balas de borracha. Nuvens de gás lacrimogêneo cobriam uma das principais avenidas de Caracas, a menos de um quilômetro do local em que líderes de 19 países da Ásia, África, América Latina e Caribe estavam reunidos. Os manifestantes tinham planejado tentar entregar uma mensagem aos líderes estrangeiros explicando sua campanha para conseguir um referendo contra Chávez. Eles afirmam que Chávez está governando a Venezuela, quinto exportador mundial de petróleo, como um ditador. Os chefes de Estado de Brasil, Argentina, Irã, Zimbábue e Jamaica estavam participando da cúpula do G15. Quando os confrontos começaram, Chávez estava participando de reuniões privadas, antes do início do encontro de hoje. Líderes da oposição acusam Chávez, que foi eleito em 1998, de bloquear e atrasar sua petição para um referendo neste ano.