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Capital haitiana est� mergulhada no caos

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Porto Príncipe - A capital do Haiti mergulhou no caos com a disseminação de saques a ação de grupos armados sem controle. Pelo menos onze pessoas morreram, e equipes estrangeiras de imprensa tornaram-se alvo de ataques. Até agora, as mortes relacionadas à guerra civil instalada no país tinham se concentrado no Norte do país, agora dominado pelas tropas rebeldes, que ameaçam tomar a capital até este domingo. Não há indício de que as mortes ocorridas ontem sejam resultado do avanço dos rebeldes pela capital, e sim, de uma situação de desgoverno, que deixou a cidade à mercê de bandos armados, alguns aparentemente partidários da permanência do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença policial nas ruas é imperceptível. Emissoras de TV relataram a morte de seis pessoas em Dalmas 2 no início da tarde. Agências de notícias falam de quatro outras mortes em Petionville - onde as vítimas teriam sido executadas friamente, quando tinham as mãos atadas. Também há relatos de mortes em um dos bairros mais podres da cidade, Cité Soleil, mas não há cifras. Pelo menos uma pessoa morreu durante saques no porto. Jornalistas Ontem, a violência voltou-se para correspondentes estrangeiros. Um fotógrafo que registrava a situação na capital por pouco não teve o braço arrancado com um facão por um bando. Ele foi internado. Uma equipe da rede de TV americana ABC foi atacada a tiros na rua durante uma cobertura. Um fotógrafo da agência de notícias americana Associated Press teve o equipamento roubado. Uma equipe canadense de TV teve que deixar o carro que ocupava ao aproximar-se de uma das barricadas montadas por partidários de Aristide para proteger a capital do avanço rebelde. Milhares de haitianos envolveram-se em saques nesta sexta-feira ou ficaram horas em filas para obter alimentos e água. Com a iminência de uma invasão, inúmeros produtos estão em falta e os preços dispararam.

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