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Membros do conselho do Iraque assinam Constitui��o interina

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Bagdá - O Conselho de Governo Iraquiano assinou ontem a Constituição interina que regerá o país até outubro de 2005, também chamada Lei Transitória Administrativa. A ratificação só ocorreu após três adiamentos na última semana - o último deles na sexta-feira, quando cinco membros xiitas do grupo vetaram a Carta sob orientação do aiatolá Ali al Sistani. Após discussões que se estenderam pelo fim de semana, os xiitas aceitaram a Carta sem alterações, também sob orientação de Al Sistani. Mas o aiatolá emitiu um comunicado em que critica o texto e afirma que ele será um ?obstáculo à formulação de uma Constituição permanente que garanta a unidade do Iraque e os direitos de todos os seus filhos?. A Carta, que inclui 13 artigos de proteção aos direitos humanos, é vista como uma das mais modernas e liberais da região. Nesse sentido, um dos aspectos de maior repercussão é a adoção do islã como religião oficial, mas não como fonte da lei. O documento foi endossado por 21 dos 25 membros do conselho - os quatro restantes enviaram representantes-, em uma cerimônia que reuniu autoridades americanas e iraquianas. ?Não há dúvida de que esse documento vai fortalecer a unidade iraquiana de um modo nunca visto antes?, disse o curdo Massud Barzani, que integra o conselho. Bush comemora O presidente dos EUA, George W. Bush, também celebrou o fato: ?Embora ainda exista um trabalho difícil a ser feito para estabelecer a democracia no Iraque, a ratificação de hoje [ontem] é um passo importante nessa direção.? Mas a aprovação não é unânime. ?Nenhuma lei preparada para o período transitório terá legitimidade, a menos que seja aprovada por uma Assembléia Nacional eleita?, disse Al Sistani, que, nos últimos meses, se firmou como a principal força política do país fora do governo. Com grande influência sobre os xiitas, que perfazem cerca de 60% da população e têm 13 dos 25 assentos no conselho iraquiano, suas opiniões têm ganhado espaço e já levaram os EUA a alterar seus planos para o país.

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