Internacional
Franco-atirador � condenado � morte nos EUA
São Paulo, SP (Agência Folha) - Um juiz federal dos Estado da Virgínia condenou à morte ontem John Allen Muhammad, 42, um dos franco-atiradores que aterrorizaram Washington em 2002 e assassinaram dez pessoas. A execução está prevista para o dia 14 de outubro, mas pode ter sua data alterada caso a defesa apele da decisão. Um júri da Virgínia recomendou a prisão perpétua sem condicional em detrimento da pena capital para Lee Boyd Malvo, 18 -cúmplice de Muhammad que durante os crimes ainda era menor de idade. A corte rejeitou a alegação de que Malvo -que será sentenciado oficialmente hoje- havia sofrido uma ?lavagem cerebral?? de Muhammad para atuar nos assassinatos. A pena de morte para Muhammad foi recomendada por um júri reunido no dia 24 de novembro de 2003, pouco depois de o réu ser declarado culpado pelo assassinato de Dean Harold Meyers, em 9 de outubro de 2002, baleado em um posto de gasolina de Manassas (Virginia). O franco-atirador foi julgado de acordo com uma nova lei antiterrorista do Estado da Virgina, aprovada após os atentados do 11 de Setembro. Um júri da Virgínia condenou Muhammad em dois crimes considerados capitais: o assassinato de Meyers e ?ato de terrorismo??. Muhammad foi julgado na Virgínia por indicação do secretário da Justiça, John Ashcroft, pelo fato de o Estado prever a pena de morte e ter algumas das leis mais duras dos EUA contra o terror. Extorsão O franco-atirador foi processado por aterrorizar as zonas de Washington, Virginia e Maryland, onde dez pessoas foram assassinadas e outras três feridas durante três semanas do mês de outubro de 2002. A maioria das vítimas morreu atingida por projéteis de grande impacto, disparados de longa distância, enquanto estava em estacionamentos de supermercados ou em postos de gasolina. A acusação afirma que os dois franco-atiradores queriam extorquir US$ 10 milhões do governo em troca da interrupção dos assassinatos.