Internacional
Gr�cia pede ajuda da Otan para garantir seguran�a na olimp�ada
São Paulo, SP (Agência Folha) - Os atentados terroristas em Madri respingaram em Atenas. Nas ruas e estações de trem da sede dos próximos Jogos, em agosto, equipes antibomba e cães treinados para farejar explosivos atuaram durante todo o dia na tentativa de evitar uma nova tragédia. Não encontraram nada. Nos gabinetes, o governo da Grécia, que havia deixado a Otan de sobreaviso, encaminhou ontem um pedido formal para que a aliança militar participe do esquema de segurança da Olimpíada. ?Queremos que eles nos ajudem em alguns setores de inteligência, como monitoramento dos espaços aéreo e marítimo e prevenção a ataques de armas biológicas, químicas e nucleares?, afirmou Giorgos Koumoutsakos, porta-voz do Ministério do Exterior. De acordo com o Ministério da Defesa, o plano pede ainda apoio da Força de Resposta da Otan, criada em outubro do ano passado e principal braço da estratégia antiterror da aliança. A unidade envolve 10 mil militares e foi concebida para ser rápida e decisiva. Os pedidos devem ser atendidos. Há tempos a Otan se mostra disposta a colaborar com o Jogos. ?Podemos ajudar. Estamos prontos para atuar se for preciso?, disse o secretário-geral da aliança, o holandês Jaap de Hoop Scheffer, em visita a Atenas, em fevereiro. Liderada pelos EUA e com sede em Bruxelas, na Bélgica, a Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, foi criada em 1949 na lógica bipolar da Guerra Fria. Após passar por um período de incertezas, conseqüência do colapso do comunismo nos anos 80, atua hoje como um instrumento de pressão e de resposta militar. Reúne, ao todo, 19 países.