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Espanha de luto protesta nas ruas contra o terror

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São Paulo, SP (Agência Folha) - As manifestações contra os ataques de quinta-feira que deixaram 199 mortos e mais de 1.400 feridos na capital espanhola, Madri, tomaram as ruas de diversas cidades da Espanha, ontem, reunindo 8 milhões de pessoas, informou a polícia. A Espanha tem mais de 40,2 milhões de habitantes, segundo estimativas de 2003 publicadas pela CIA (agência de inteligência dos EUA). Em Madri, cuja população é de 5,4 milhões de habitantes, 2 milhões de pessoas protestaram debaixo de chuva contra o pior atentado terrorista da história recente do continente europeu, segundo informações da polícia. Mais de 1,2 milhão de pessoas participaram ontem dos protestos em Barcelona (nordeste da Espanha), segundo informações da prefeitura citadas pelo ?El Mundo? e pela agência de notícias France Presse. O lema da manifestação em Barcelona era ?Catalunha com as vítimas de Madri, contra o terrorismo, pela democracia e a Constituição?. Participaram da manifestação representantes políticos e empresariais e artistas. Milhares de pessoas também foram às ruas de Bilbao (norte da Espanha) para protestar contra os atentados e chorar a morte de suas vítimas. O protesto contou com a participação de autoridades políticas. Os manifestantes, como na capital espanhola, marcharam pelo centro da cidade debaixo de intensa chuva até em frente à prefeitura. Em Sevilha, em Valência e em Santiago de Compostela milhares de pessoas protestaram contra o terrorismo, acompanhadas de autoridades locais. O ?El Mundo? informa também que saíram às ruas para protestar contra os atentados de Madri cidadãos de Zaragoza (400 mil pessoas), Jaén (120 mil pessoas), Pamplona, Valladolid, Santander, Las Palmas de Gran Canaria, Lugo (40 mil), Cádiz (350 mil), Ourense (65 mil), Oviedo (350 mil). Eleições O primeiro ministro espanhol, José Maria Aznarr declarou ontem que as eleições deste domingo no país deverão ocorrer conforme o planejado. Além, de espanhóis, os mortos nas explosões são de 11 diferentes países. Além de cidadãos espanhóis, estão entre os mortos três peruanos, dois hondurenhos, dois poloneses, um chileno, um cubano, um equatoriano, um guineense, um francês, um marroquino e um colombiano, disse o premiê. Muitos dos feridos também são de diferentes países. Os imigrantes ilegais atingidos nos ataques receberão cidadania espanhola.

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