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EUA preparam ofensiva para pegar Bin Laden

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Tropas norte-americanas no Afeganistão intensificaram suas operações nas proximidades da fronteira com o Paquistão e preparam uma ofensiva mais ampla durante a primavera (outono no Brasil) para caçar fugitivos da Al Qaeda, inclusive seu líder, Osama bin Laden, disseram autoridades de defesa na sexta-feira. Falando sob a condição de anonimato, as autoridades disseram que a próxima ofensiva vai aproveitar o melhor clima da primavera na remota região montanhosa da fronteira. Ela foi batizada de Operação Tempestade na Montanha. A sigilosa Força-Tarefa 121, que é formada por tropas especiais e por gente da CIA e participou da prisão de Saddam Hussein no Iraque, em dezembro, já deslocou homens e equipamentos para a região da fronteira afegã. Os Estados Unidos, que mantêm cerca de 11 mil soldados no Afeganistão, acham que Bin Laden está escondido nesta região, provavelmente entrando e saindo do país. O mulá Mohammad Omar, que comandou o regime islâmico do Talibã e deu abrigo à Al-Qaeda no Afeganistão, também está sendo procurado. Os Estados Unidos e guerrilheiros locais derrubaram o Talibã em dezembro de 2001, dois meses depois dos atentados contra Nova York e Washington, atribuídos à Al Qaeda. Outra autoridade de defesa disse que a Operação Tempestade na Montanha vai durar mais do que muitas operações militares, que se desenvolvem em três ou quatro semanas. O general David Barno, principal oficial norte-americano no Afeganistão, disse no mês passado que os EUA e o Paquistão estão avançando na realização de operações coordenadas na fronteira para evitar a fuga de militantes de um país para o outro. Barno lembrou que o Paquistão já reforçou sua presença militar nas zonas tribais semi-autônomas onde fugitivos da Al Qaeda podem estar tentando se esconder. O anúncio da operação coincide com as suspeitas de que a rede terrorista liderada por Osama bin Laden seja a responsável pelos atentados da última quinta-feira que mataram 199 pessoas e feriram mais de 1,4 mil em Madri, capital da Espanha. O governo espanhol, contudo, não descarta a possibilidade de que as explosões em três estações de trens tenham sido arquitetadas pelo ETA, grupo guerrilheiro que há vários anos luta pela independência das províncias bascas.

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