Internacional
Israel amea�a matar todos os l�deres militantes palestinos
São Paulo, SP (Agência Folha) - Um dia depois que assassinou o fundador e líder espiritual do grupo extremista islâmico Hamas, xeque Ahmed Yassin, em um ataque com mísseis na Cidade de Gaza, Israel disse ontem que todos os líderes militantes palestinos estão em sua mira. ?Qualquer um na faixa de Gaza ou na Cisjordânia ou em qualquer lugar envolvido com um grupo terrorista sabe por ontem que não há impunidade??, afirmou o ministro da Segurança Interna israelense, Tsahi Hagegbi. ?Todos estão na nossa mira.?? ?Não há imunidade para ninguém. E isso significa qualquer um até a última pessoa??, declarou. Hanegbi não deu nenhum nome, mas disse que a lista de líderes militantes marcados para morrer incluía ?aqueles que aparecem na TV?, uma referência velada a Abadel al Rantissi e Mahmoud al Zahar, importantes autoridades do Hamas. Rantissi e Zahar falam inglês e freqüentemente dão entrevistas a redes de TV árabes e estrangeiras. Yassin, 67, paraplégico, morreu durante um ataque de helicópteros quando saía de uma mesquita do bairro de Sabra, em Gaza. O chefe das Forças Armadas de Israel, general Moshe Yaalon, não descarta até mesmo ações para matar o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Yasser Arafat, e o líder do grupo extremista islâmico libanês Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah. ?Creio que as respostas que eles deram ao ataque contra Yassin demonstram que eles perceberam que estamos na cola deles?, disse o militar. Hamas elege novos líderes e promete vingar morte de xeque São Paulo, SP (Agência Folha) - O Hamas designou ontem os substitutos do xeque Ahmed Yassin, líder espiritual do grupo terrorista islâmico palestino morto em ataque israelense na segunda-feira. O anúncio foi feito no mesmo dia em que, no sul do Líbano, Israel disparou contra grupos palestinos baseados na área que, segundo o Exército, se preparavam para lançar mísseis contra o norte israelense. Dois palestinos morreram, evidenciando a tensão regional causada pela morte de Yassin. Na faixa de Gaza, barcos de Israel dispararam contra embarcações palestinas e alvos na costa. Não havia informação de vítimas. Abdel Aziz Rantisi será o novo líder em Gaza, principal bastião do grupo. Khaled Mashaal, baseado na Síria, segue como o chefe das ações políticas do grupo - cargo mais importante na tomada de decisões. Segundo fontes do Hamas, ele assumirá a liderança suprema da organização. A escolha de Rantisi, conhecido por ser um linha-dura dentro do movimento extremista, foi anunciada por alto-falantes em Gaza. Em suas primeiras declarações, deixou claro seus objetivos: ?Meu povo, precisamos nos unir sob o guarda-chuva da resistência... Ataquem [Israel] em qualquer momento e com todos os meios possíveis?. Israel já tentou no passado assassinar os dois líderes designados pelo Hamas para substituir o xeque Ahmed Yassin. Ambos mantêm uma posição linha-dura em relação ao Estado judeu. Abdel Aziz Rantisi se opõe a qualquer acordo com Israel e rejeita compromissos com a Autoridade Nacional Palestina, presidida por Yasser Arafat. Insurgentes matam 11 em emboscadas no Iraque São Paulo, SP (Agência Folha) - Atiradores mataram nove recrutas iraquianos ontem ao sul de Bagdá. Outros dois policiais foram mortos em Kirkuk (norte). As forças iraquianas, que recebem treinamento e trabalham em conjunto com as forças de ocupação, têm sido constantemente atacadas por insurgentes. O ataque contra os recrutas ocorreu numa estrada entre Hillah e Musayeb. Os atacantes, em um carro, fecharam o microônibus que transportava os policiais e metralharam o veículo. Em Kirkuk, os dois policiais mortos _Ahmed e Mohammed Kadhim_ eram gêmeos. Os autores dos dois ataques fugiram. Protesto Em Ramadi (oeste), a polícia iraquiana dispersou a tiros um protesto contra o assassinato do xeque Yassin, fundador do grupo terrorista palestino Hamas, pelo Exército israelense. Na segunda-feira, dia do assassinato do xeque, o aiatolá Ali al Sistani, principal líder da maioria xiita do Iraque, ameaçou não receber uma delegação da ONU (Organização das Nações Unidas) que viajará ao país caso a entidade apóie a Constituição provisória aprovada pelo Conselho de Governo Iraquiano no início do mês. Al Sistani tem feito críticas às propostas dos EUA e do Conselho Iraquiano para o processo político iraquiano, inclusive a adoção de um texto constitucional provisório até a eleição de uma Assembléia Constituinte. Ele exige eleições diretas o quanto antes. Numa primeira visita ao Iraque, o enviado da ONU, Lakhdar Brahimi, descartou eleições antes da transferência da soberania iraquiana dos EUA para o Conselho Iraquiano, em 30 de junho.