Internacional
Hamas promete: vai matar o premi� israelense Ariel Sharon
São Paulo, SP (Agência Folha) - O Hamas quer matar o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, em retaliação ao assassinato do fundador e líder espiritual do grupo extremista islâmico, Ahmed Yassin, pelo Exército de Israel, declarou Khaled Meshaal, líder do Hamas no exterior. Khaled Meshaal afirmou que o braço militar do grupo teria de ver se tem a capacidade de matar Sharon. ?Espero que os mujahedin [guerreiros] possam retaliar contra esse crime horrível atacando os principais líderes sionistas, incluindo Sharon?, disse Mashaal em uma entrevista publicada ontem no site do Hamas. ?Espero que eles tenham sucesso.? Na segunda-feira passada, o Exército israelense assassinou o fundador e líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, em um ?ataque seletivo? aéreo em Gaza, infligindo um duro golpe ao grupo extremista islâmico e provocando ameaças de vingança e uma onda de protestos nos territórios palestinos. O assassinato do xeque Yassin, cujo grupo reivindicou a autoria da maioria dos atentados antiisraelenses dos últimos anos, recebeu muitas condenações em todo o mundo, enquanto os Estados Unidos garantiram que Israel não havia informado de maneira antecipada o planejamento da operação. O ataque provocou outras sete mortes e deixou mais 15 feridos, incluindo dois dos três filhos do líder fundamentalista. Bens Ontem, o Reino Unido disse que havia congelado os bens de cinco membros do alto escalão do Hamas, incluindo os do líder exilado Khaled Meshaal. ?Esta medida foi tomada porque o Tesouro tem motivos razoáveis para suspeitar que quatro dos indivíduos são, ou podem ser, pessoas que facilitam ou participam na execução de atos de terrorismo?, afirmou o Tesouro em um comunicado. Os quatro são Meshaal, Imad Khalil, Musa Abu Marzouk e Usama Hamdan. Os bens do novo líder espiritual do grupo, Abdel Aziz Rantisi - sucessor do xeque Ahmed Yassin-, também foram congelados porque ele ?é ou pode ser uma pessoa que comete, ajuda ou participa de tais atos??, diz a nota do Tesouro, acrescentando que, nos últimos anos, o Reino Unido tinha congelado cerca de 70 milhões de libras em bens ligados a pessoas consi-deradas ?terroristas?? - apesar de a maioria já ter sido descongelada. Atualmente, 38 contas bancárias permanecem congeladas em instituições britânicas.