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Sharon promete a Bush n�o matar Iasser Arafat

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São Paulo, SP (Agência Folha) - O governo do premiê israelense Ariel Sharon garantiu aos EUA que não tentará assassinar o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Iasser Arafat, informou ontem a rádio estatal israelense. Ariel e o presidente norte-americano George W. Bush se encontram no próximo dia 14, em Washington, para discutir a crise do Oriente Médio, onde o clima de tensão aumentou desde a última segunda-feira, após o assassinato do líder do grupo terrorista palestino Hamas, Ahmed Yassin. Do Egito à Indonésia, passando por Irã, Iraque e Paquistão, milhares de árabes e muçulmanos a sexta-feira, dia sagrado do islã, foi marcada por protestos contra Israel e os EUA pela morte do xeque. No Egito, policias impediram centenas de fiéis reunidos numa mesquita no Cairo de sair às ruas após a oração. ?Existe apenas um Deus, e Bush é o inimigo de Deus?, repetiam os fiéis, em referência ao presidente. Bush. Na Jordânia, cerca de 2.000 pessoas protestaram no campo de refugiados palestino de Al Wahadate, nos subúrbios de Amã. Segundo testemunhas, a polícia impediu que os manifestantes saíssem do campo em passeata. Em Teerã, milhares protestaram contra ?o terrorismo do regime sionista? e exaltaram a Intifada (levante palestino contra Israel). Foram queimadas bandeiras dos EUA e de Israel. Em Bagdá, centenas de xiitas organizaram uma marcha fúnebre em volta de um caixão vazio coberto pela bandeira palestina. Na Cisjordânia, duas manifestações reuniram 9.000 pessoas. Um caixão com a inscrição ?fim a Israel? foi queimado. Líderes palestinos acusaram os EUA de dar a Israel uma ?licença para matar? ao vetar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando Israel pela morte de Yassin. Ontem, um carro explodiu na cidade de Nablus (Cisjordânia), matando um militante palestino que, aparentemente, preparava o veículo para um ataque, de acordo com testemunhas e a polícia local. Em outro incidente, um policial israelense arrastou à força um palestino para fora da área conhecida como cidade velha de Jerusalém, local no qual acredita-se que Jesus Cristo tenha sido crucificado.

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