Internacional
Al Qaeda � acusada de massacre
A violência no Iraque deixou pelo menos 88 mortos, só na quarta-feira, a maior parte vítimas da explosão de carros-bomba em Basra, no sul do país, que resultaram em 68 mortos e dezenas de feridos. Na cidade de Fallujah, 50 km a oeste de Bagdá, 20 iraquianos morreram em confronto com tropas norte-americanas. Entre as 68 pessoas mortas nas explosões em Basra, 18 eram crianças, segundo revelou o prefeito da cidade, Wael Abdul Hafeez, que acusa a rede terrorista Al Qaeda (liderada por Osama bin Laden) de estar por trás do massacre dos civis. A polícia iraquiana disse que dez crianças que iam para o jardim de infância em um microônibus e outras oito meninas que estavam indo para a escola morreram em um dos ataques. Um homem disfarçado com um uniforme policial foi preso. O ministro iraquiano do Interior, Samir al Sumaydai, revelou que três automóveis foram utilizados nos ataques, que ocorreram simultaneamente contra três delegacias da cidade. Um dos feridos, Amin Dinar, disse que ouviu uma explosão e foi até a porta da sua casa. ?Eu olhei em volta e vi minha perna sangrando e meu vizinho morrendo no chão. Um microônibus, cheio de crianças, estava pegando fogo?, afirmou. Os atentados, que podem ter deixado até 200 pessoas feridas, aconteceram na hora do rush, quando as ruas estavam cheias. Em Zubeir, perto de Basra, uma explosão matou três civis iraquianos e feriu dois soldados britânicos. Em Fallujah, de acordo com as americanos, os confrontos começaram quando um grupo de treze rebeldes tentou atacar os marines. Helicópteros americanos reagiram, matando 10 deles. Mais rebeldes se juntaram ao grupo inicial e a batalha durou cerca de quatro horas, até que um caça americano lançou duas bombas matando mais 10 iraquianos.