guerra
Países se unem contra Putin e doam armas antimísseis
Em meio à negociação de um hipotético acordo de paz, Putin, negou que esteja dificultando o processo
Na quinta-feira (17), o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, acusou os russos de “fingirem negociar” um cessar-fogo. “A lógica russa baseia-se no tripé habitual: bombardeios indiscriminados, supostos ‘corredores’ humanitários e conversas sem outro propósito a não ser fingir que estão negociando”, declarou em entrevista ao jornal Le Parisien. Já o Reino Unido anunciou que implantará uma sistema antimísseis de médio alcance na Polônia. A medida foi confirmada pelo secretário de Defesa britânico, Ben Wallace, durante visita a Varsóvia.
O objetivo é ajudar a Polônia a proteger o espaço aéreo de uma possível agressão russa no contexto da guerra na Ucrânia “Posso anunciar que decidimos implantar o Sky Sabre, um sistema de mísseis antiaéreos de médio alcance, na Polônia junto com uma centena de pessoas”, disse Wallace. Ele também enfatizou que “a Polônia carrega grande parte do fardo das consequências desta guerra” e disse que o Reino Unido protegerá o espaço aéreo polonês “de qualquer agressão adicional da Rússia”.
Em meio à negociação de um hipotético acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, negou que esteja dificultando o processo e se disse disposto a consentir com exigências ucranianas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta quinta-feira (17/3), em Moscou, que Putin “está colocando uma energia colossal” nas negociações. Ele ainda estimou que o país “poderia rapidamente encerrar a operação militar russa”.
Na manhã desta quinta-feira, russos e ucranianos retomaram, por videoconferência, a reunião que discute os pontos de um possível cessar-fogo. Simultaneamente, o líder russo convocou o gabinete ministerial para uma conversa.
As movimentações político-diplomáticas em torno da guerra na Ucrânia continuam pressionando os governos ao redor do mundo no 22º dia de conflito. Negociadores da Rússia e da Ucrânia tentam obter um consenso sobre três pontos: militares, políticos e humanitários.
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O mundo acompanha com atenção as conversas, que ganharam mais fôlego após a divulgação do que seria um esboço para o acordo de paz. Em Moscou, Putin reuniu o gabinete ministerial e cobrou políticas para a Crimeia, anexada ao território russo em 2014, e para Donbass, região ucraniana separatista pró-Rússia.
No início da reunião, Putin cobrou do governo políticas de infraestrutura e economia para as duas regiões. Essa é uma sinalização de que ele não pretende recuar no conflito.
Uma das exigências de Zelensky para firmar um acordo de paz é justamente a devolução da Crimeia e a desocupação de Donbass. O presidente ucraniano quer que a configuração do território do país volte a ser como era em 1991, no fim da União Soviética. Além disso, Zelensky pede “garantias de segurança nacional, soberania, restauração da integridade territorial, garantias de proteção reais para o país”. Durante a tarde, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne em caráter extraordinário para discutir a crise no Leste Europeu.
Países ocidentais convocaram reunião emergencial. Reino Unido, Estados Unidos, Albânia, França, Noruega e Irlanda pediram a sessão. O governo ucraniano fez novos apelos para um cessar-fogo na quarta-feira (16). A administração do presidente Volodymyr Zelensky citou o drama dos civis atingidos pela guerra e avisou que reconstruir o país hoje custaria ao menos US$ 500 bilhões. Enquanto russos e ucranianos não se entendem, os bombardeios continuam. Civis e áreas residenciais voltaram a ser alvejados durante a madrugada, pelo horário de Brasília.
Um ataque com míssil matou ao menos 21 pessoas e feriu outras 25 na manhã de quinta-feira (17), pelo horário de Brasília, em Merefa, no leste da Ucrânia. Ao todo, ao menos 21 pessoas morreram e 25 estão feridas, segundo as autoridades locais. Em 22 dias de guerra na Ucrânia, a Rússia perdeu sete mil soldados no front. Outros 14 mil militares ficaram feridos durante os bombardeios, iniciados em 24 de fevereiro.