Internacional
Rússia descarta fim rápido para a guerra
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O governo russo mandou recados ao Ocidente e à Ucrânia sobre o possível fim da guerra. O país comandado pelo presidente Vladimir Putin demonstrou não acreditar em um desfecho rápido para o conflito. Na quarta-feira (30), ao realizar pronunciamento em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, foi cauteloso sobre um possível acordo de cessar-fogo. Peskov declarou que “ainda não há sinais de avanço e que não houve nada a ser descrito como realmente promissor”. Além disso, avisou que ainda haverá um “longo período de trabalho pela frente”. Vale ressaltar que a Rússia não trata a luta armada no Leste Europeu como guerra, mas sim, como uma “operação militar especial”. O governo russo confirmou que redistribuiu tropas de seu Exército para sitiar a região separatista pró-Rússia de Donbass, onde estão as cidades de Donetsk e Luhansk, no Leste ucraniano.
O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, explicou que as tropas russas que estavam realizando ofensivas em Kiev, capital e coração do poder, e Chernihiv irão se “reagrupar”.
Segundo a agência estatal de notícias RIA, a intenção é que os militares se reúnam para “libertar a região de Donbass”.
Essa seria uma “segunda fase” da invasão, uma vez que Shoigu disse que os objetivos da primeira fase foram concluídos.
Um prédio da Cruz Vermelha, o memorial do holocausto e uma área residencial foram alvo de bombardeios, atribuídos às tropas russas.
Na quarta-feira (30), mísseis atingiram o memorial do holocausto nos arredores de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia. As informações são do ministro do interior ucraniano, Anton Herashchenko.
Imagens mostram um prédio residencial atingido por um bombardeio na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. A área é separatista pró-Russia.
A ombudsman da Ucrânia, Lyudmyla Denisova, disse em uma rede social que os ocupantes de Mariupol miraram e acertaram um prédio do comitê internacional da Cruz Vermelha.