Internacional
Ucrânia afirma que pelo menos 400 foram mortos na cidade durante invasão
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O presidente Joe Biden pediu na segunda-feira (4) um julgamento por crimes de guerra contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e disse que buscaria mais sanções após relatos de atrocidades na Ucrânia.
“Vocês viram o que aconteceu em Bucha. Ele é um criminoso de guerra”, disse Biden a jornalistas. Ao contrário de Zelensky, Biden não chamou o ataque de genocídio.
Jornalistas da AP viram os corpos de pelo menos 21 pessoas em vários pontos ao redor de Bucha, a noroeste da capital. A Ucrânia afirma que pelo menos 400 foram mortos na cidade durante a invasão. “Temos que continuar fornecendo à Ucrânia as armas necessárias para continuar a luta. E temos que reunir todos os detalhes para que ter um julgamento por crimes de guerra seja real”, disse Biden. O prefeito da cidade portuária de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, Vadim Boichenko, afirmou na segunda-feira que 90% da cidade atacada pelas tropas russas está destruída e 40% de suas infraestruturas são “irrecuperáveis”.
“A triste notícia é que 90% das infraestruturas da cidade estão destruídas e 40% não podem ser recuperadas”, declarou o prefeito em coletiva de imprensa.
Segundo a AFP, ele ainda confirmou que “cerca de 130.000 pessoas” continuam presas na cidade.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, visitou a cidade de Bucha dias após a divulgação mundial de imagens com corpos mortos no chão, valas comuns e rastros de destruição.
Após um longo período no centro de Kiev, capital do país, Zelensky deixou brevemente a cidade para visitar Bucha. Após a visita ele disse que o massacre irá atrasar o processo de negociação de paz com a Rússia.
“Queremos mostrar pro mundo o que a Rússia fez. Queremos que vejam o que a federação russa fez com a pacífica Ucrânia. Tem que ser mostrado que eram todos civis”, disse Zelensky para jornalistas.
Os EUA pedirão à Assembleia Geral da ONU que suspenda a Rússia do Conselho de Direitos Humanos, disse a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas na segunda-feira, depois que a Ucrânia acusou tropas russas de matar dezenas de civis na cidade de Bucha.
Segundo a Reuters, uma maioria de dois terços dos votos da assembleia de 193 membros em Nova York pode suspender um estado do conselho por cometer persistentemente violações graves e sistemáticas dos direitos humanos. “A participação da Rússia no Conselho de Direitos Humanos é uma farsa. E está errado, e é por isso que acreditamos que é hora da Assembleia Geral da ONU votar para removê-los”, disse a embaixadora Linda Thomas-Greenfield, em Bucareste. No momento, a Rússia cumpre o segundo de três anos de mandato no Conselho. A liderança é rotativa.
Após a retirada das tropas russas da região de capital Kiev, Mariupol se tornou o principal alvo dos ataques da Rússia. Cidade está cercada e milhares de civis estão presos dentro dela, sem abastecimento de água ou comida.