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BIDEN ACUSA RÚSSIA DE PRATICAR GENOCÍDIO NA GUERRA DA UCRÂNIA

Crime de genocídio é um dos que está na pauta de instâncias internacionais como o Tribunal Penal

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Biden: “Deixaremos os tribunais decidirem se isso se qualifica ou não [como genocídio]
Biden: “Deixaremos os tribunais decidirem se isso se qualifica ou não [como genocídio] -

São Paulo, SP – O presidente dos EUA, Joe Biden, descreveu as ações da Rússia na Ucrânia como genocídio durante discurso. "Chamo de genocídio porque ficou claro que [Vladimir] Putin está tentando acabar com a possibilidade de ser ucraniano, e as evidências se acumulam", declarou Biden a repórteres após um evento em Iowa. "Deixaremos os tribunais decidirem internacionalmente se isso se qualifica ou não [como genocídio], mas com certeza parece assim para mim", seguiu o democrata. O crime de genocídio é um dos que está na pauta de instâncias internacionais como o Tribunal Penal Internacional (TPI), que abriu uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos pelas tropas de Putin. Mas Rússia e Ucrânia não são signatárias do Estatuto de Roma, fundador do TPI, o que complica possíveis desdobramentos da investigação, ainda que Kiev tenha permitido que o tribunal atue no país. O crime de genocídio, segundo as definições mais gerais do direito internacional humanitário, refere-se a ações que têm como objetivo destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso -causar danos físicos ou mentais graves é uma dessas ações. Nesta quarta-feira (13), o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que mais de 1.000 fuzileiros navais da Ucrânia, incluindo 162 oficiais, renderam-se na cidade portuária de Mariupol, um dos principais símbolos do conflito que se desenrola no Leste Europeu. A defesa ucraniana, por sua vez, nega ter informações sobre a rendição. O porto de Mariupol, o principal do Mar de Azov, está em disputa há semanas, levando a cidade de 400 mil habitantes ao caos humanitário. Caso tomada pelos russos, esta seria a primeira grande cidade ucraniana a passar para o controle de Moscou desde o início da guerra. De localização estratégia, ela representa para as tropas de Vladimir Putin a possibilidade de construir uma ponte terrestre entre a península da Crimeia, anexada em 2014, e a região do Donbass, onde estão as duas autoproclamadas repúblicas separatistas de maioria russa que Moscou reconheceu pouco antes de dar início à invasão –região onde, agora, as forças russas concentram seus efetivos. A alegação da defesa russa não pôde ser confirmada de maneira independente. Jornalistas da agência de notícias Reuters no local relataram ter visto chamas na usina siderúrgica de Azovstal, criada na época soviética, também em Mariupol, na noite de terça. Uma publicação na página oficial dos fuzileiros navais ucranianos feita na segunda (11) dizia que eles estavam praticamente sem munição e que se preparavam para a batalha final, mas o conteúdo foi depois desmentido por autoridades locais, segundo as quais a página havia sido hackeada anteriormente. O governo de Mariupol afirma que cerca de 100 mil pessoas ainda aguardam para serem retiradas da cidade, alvo de intensos bombardeios. Mas nenhum corredor humanitário será aberto nesta quarta, informou a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Irina Verechchuk, em um aplicativo de mensagens. Ela atribuiu a impossibilidade da retirada de civis às ações russas, que, seguiu, "violam as normas do direito internacional", tornando a situação perigosa para a população. A política afirma que em Zaporíjia, região central do país, tropas russas bloquearam a passagem de ônibus e, em Lugansk, no Donbass, violaram o cessar-fogo. "Os ocupantes não conseguem controlar de maneira efetiva seus homens", ela disse. Imagens de satélite divulgadas pela empresa americana Maxar Technologies mostram centenas de veículos militares russos, incluindo tanques, blindados e artilharia, posicionando-se no leste ucraniano, em uma estrada perto da vila de Vilkhuvatka, nos arredores de Kharkiv. Ao longo das últimas semanas, os próprios russos afirmaram que concentrariam tropas na porção leste. Em Kharkiv, ao menos sete pessoas teriam morrido e 22 teriam ficado feridas após bombardeios que o governador Oleh Sinegubov atribui a Moscou.

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