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Ex-general lidera corrida presidencial na Indon�sia

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Jacarta - O popular general reformado Susilo Bambang Yudhoyono liderava os primeiros resultados oficiais das eleições presidenciais de ontem, na Indonésia, realizadas pela primeira vez por sufrágio universal e seis anos após a queda do ditador Suharto. Nos primeiros resultados divulgados no fim do dia, Yudhoyono contava com 33,2% dos votos, e a atual presidente, Megawati Sukarnoputri, com 28,2%, apurados apenas 1,9 milhão de votos, cerca de 1% dos quase 153 milhões de eleitores inscritos. Em terceiro lugar, com 22,1% dos votos, estava o general reformado Wiranto, ex-chefe do exército e acusado de crimes contra a humanidade no Timor Leste, seguido pelo presidente do parlamento, Amien Rais, com 14%, e, por último, pelo vice-presidente Hamzah Haz, com apenas 3%. Os resultados oficiais serão anunciados em um prazo de 15 dias. Os indonésios compareceram em massa às urnas para eleger seu presidente em uma votação que transcorreu sem incidentes nesse que é o maior país muçulmano do mundo. Bambang Yudhoyono era apontado como favorito em todas as pesquisas. Na última sondagem, ele recebeu 43,5% das intenções de voto. Sukarnoputri, que tentava a reeleição, estava muito atrás nas pesquisas. Yudhoyono havia pedido aos eleitores que lhe concedessem mais de 50% dos votos no primeiro turno para evitar possíveis riscos de violência no caso de um segundo turno, no dia 20 de setembro. Pela primeira vez, a eleição presidencial foi celebrada por meio do voto universal. Esta novidade, somada à maior utilização da televisão na campanha, mudaram a situação no país. Até o momento, o presidente era eleito pelos parlamentares. A presidenta Megawati pode ser a grande perdedora da votação. Ela chorou em diversos momentos durante a gravação de uma mensagem, antes das eleições, na qual pedia ao povo que aceite o resultado das urnas, segundo a imprensa local. Porém, suas lágrimas foram cortadas da edição final da mensagem. Em três anos de governo, o prestígio de ?Mega?, vinculado em grande parte à notoriedade de seu pai, o presidente e carismático líder Sukarno, desabou.

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