Internacional
Epidemia da Aids deixa 15 milh�es de crian�as �rf�s no mundo, revela ONU
Em todo o mundo, a epidemia de Aids deixou 15 milhões de crianças sem um ou os dois pais em 2003, disse ontem um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o aumento dos índices de contaminação por HIV e a média de dez anos de doença até a morte, 18,4 milhões de crianças perderão pelo menos um dos pais até 2010, segundo estimativas do relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado durante a 15ª Conferência Internacional de Aids, em Bancoc (Tailândia). O relatório define órfãos como crianças com menos de 18 anos que perderam ao menos um dos pais. ?A crise dos órfãos é, sem dúvida alguma, o legado mais cruel da pandemia?, declarou Carol Bellamy, diretora do Unicef, acrescentando que os órfãos ficam vulneráveis à discriminação, violência e exploração. ?Há uma onda de crianças que perderam um ou os dois pais?, disse Bellamy. ?Quinze milhões globalmente, perto de 12 milhões somente na África subsaariana?, disse Bellamy. ?Tem a possibilidade de desestabilizar sociedades dramaticamente?. Sem a epidemia da Aids, que já matou 20 milhões de pessoas no mundo e contaminou 38 milhões, o número de órfãos cairia por causa das melhores condições de saúde e nutrição. A Aids reverteu esta tendência. Ativistas e autoridades pediram um aumento dos fundos de ajuda aos órfãos, que são mais vulneráveis ao HIV do que as outras crianças porque geralmente não recebem a educação necessária para ajudar na prevenção da doença. Paul Zeitz, diretor da organização Global Aids Alliance, afirmou que grupos de defesa das crianças estimaram que são necessários mais de US$ 10 bilhões por ano para ajudar órfãos e crianças vulneráveis no mundo.