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Rebeldes matam ref�m b�lgaro no Iraque

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Um representante do governo da Bulgária confirmou a morte de um cidadão do país que havia sido seqüestrado no Iraque. A rede de televisão árabe Al-Jazeera havia anunciado antes que recebera um vídeo mostrando a morte do refém e exibiu parte da gravação ? mas não o momento da morte em si. Um vídeo divulgado na semana passada mostrou imagens de dois búlgaros seqüestrados, ajoelhados em frente aos militantes. ?Temos a confirmação de que a morte envolve um dos dois reféns búlgaros. Ainda não temos informações sobre qual deles é?, disse o porta-voz do governo da Bulgária, Dimitar Tsonev, à agência de notícias France Presse. O governo do país apelou aos militantes que libertassem Georgi Lazov, de 30 anos, e Ivailo Kepov, de 32 anos. Eles estavam transportando carros da Bulgária para Mosul, no norte do Iraque, quando desapareceram em 27 de junho. Segundo a Al-Jazeera, os militantes que haviam seqüestrado os dois búlgaros, ameaçaram matar o outro refém nas próximas 24 horas, a menos que pessoas que são mantidas prisioneiras no Iraque sejam libertadas. A Bulgária tem quase 500 soldados em território iraquiano, mas muitos civis trabalham no país realizando serviços diversos. Egípcio e filipino A Al-Jazeera também informou que militantes estabeleceram um prazo de 72 horas para matar um refém egípcio. As Filipinas ainda aguardam notícias sobre o paradeiro de um cidadão do país, Angelo de la Cruz, 46, que ativistas islâmicos também ameaçaram matar caso o governo Filipino não retirasse suas tropas do Iraque. O vice-ministro do Exterior filipino foi à TV ontem e prometeu que os soldados filipinos iriam se retirar do Iraque ?assim que possível?, sem especificar, no entanto, uma data. O ultimato dado pelos seqüestradores expirou às 16h (horário de Brasília) de ontem. Os rebeldes exigem a retirada das tropas filipinas do Iraque até 20 de julho em troca da vida de De la Cruz. A saída oficial dos filipinos do país está prevista para 20 de agosto. O grupo extremista Brigada Khalid bin Waleed do Exército Islâmico no Iraque afirmou em um vídeo difundido pela TV árabe Al Jazira (Qatar) que havia feito o possível para provar que queria poupar a vida de De la Cruz. Desde a captura do filipino De la Cruz, ocorrida na quarta-feira passada (7), as Filipinas se negavam a retirar seus homens do Iraque antes da data prevista, em 20 de agosto. Os seqüestradores, entretanto, exigiam que a retirada ocorresse até o dia 20 de julho. As Filipinas mantêm apenas 51 soldados atuando na coalizão anglo-americana liderada pelos EUA [que tem cerca de 160 mil homens no Iraque]. Outros quatro mil civis trabalham como prestadores de serviço para as forças americanas, servindo comida, limpando banheiros e atuando em outros serviços de apoio. Recentemente, outros estrangeiros foram seqüestrados e degolados por militantes islâmicos.

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