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Nº 5714
Internacional

Soldados enfrentam-se a tiros no local onde Cristo teria nascido

Belém – O Exército israelense trocou tiros ontem, por cerca de 45 minutos, com os cerca de 100 palestinos cercados na igreja da Natividade, em Belém. Não há informações de feridos. Os tiros de metralhadora e de armas automáticas começaram às 19h15 (13h1

Por | Edição do dia 17/04/2002 - Matéria atualizada em 17/04/2002 às 00h00

Belém – O Exército israelense trocou tiros ontem, por cerca de 45 minutos, com os cerca de 100 palestinos cercados na igreja da Natividade, em Belém. Não há informações de feridos. Os tiros de metralhadora e de armas automáticas começaram às 19h15 (13h15 em Brasília) e cessaram em torno das 20h (14h em Brasília). Foram precedidos por explosões de granadas e de rojões para iluminar o complexo religioso. Os sinos da igreja tocaram durante os 45 minutos da operação. O governador de Belém, Mohammad Al Madani, que está no interior da igreja, afirmou por telefone que os soldados israelenses tentaram entrar no complexo por uma porta adjacente - o que foi desmentido pelo Exército. Segundo Al Madani, também houve um princípio de incêndio no convento grego ortodoxo, que fica próximo à igreja. Dois caminhões do Corpo de Bombeiros foram para a Praça da Manjedoura, onde está situada a basílica. Também estão na basílica civis e um grupo de cerca de 30 religiosos, que se recusa a sair com medo de um “massacre”. O Vaticano chegou a pedir na semana passada um salvo-conduto aos palestinos para o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, que recusou o pedido. O premiê havia prometido não invadir o local. No entanto, o major Tal Ravlan disse ontem que “há algumas alternativas à invasão da igreja, mas não gostaria de tratar disso agora”. Diversos grupos religiosos e não-governamentais tentam retirar os palestinos do local sem que haja mortes, mas até agora o governo israelense não aceitou nenhuma proposta. O Exército israelense, por sua vez, já propôs aos atiradores palestinos que se rendam, para que sejam julgados por um tribunal militar ou para serem exilados “para sempre”. A proposta foi rejeitada.

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