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Passa de 400 n�mero de mortos em inc�ndio

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Bombeiros, policiais e especialistas estrangeiros começaram os trabalhos de perícia nos escombros do hipermercado de Assunção destruído no domingo por um incêndio, enquanto dezenas de pessoas continuam procurando seus familiares em hospitais e depósitos de cadáveres. Os trabalhos no interior do estabelecimento, situado nos arredores da capital, começaram ao meio-dia de ontem. Antes foi preciso garantir a segurança do local, já que há riscos de desabamento. O edifício, de 12.000 metros quadrados e inaugurado em 2001, amanheceu sob custódia militar e policial depois que as equipes de socorro terminaram ontem a busca por corpos. Segundo números oficiais, o número de mortos já chega a 404. Mais de 200 feridos permanecem em vários hospitais e postos de saúde. O comandante do Corpo de Bombeiros, Carlos Torres, disse à EFE que estava à espera de especialistas neste tipo de catástrofe que chegariam da Colômbia, da Argentina e do Chile. Eles devem juntar-se à equipe para esclarecer as causas da tragédia, que, segundo as autoridades, começou por um vazamento de gás. Numa espera tensa, dezenas de pessoas peregrinavam em frente ao destruído hipermercado Ycuá Bolaños, onde o Ministério Público habilitou uma base de dados para atender os familiares dos mortos e desaparecidos. Os proprietários do centro comercial, Juan Pío Paiva e seu filho, Daniel, com mais cinco empregados do local, entre eles um guarda, foram acusados por homicídio culposo (sem intenção de matar). Várias testemunhas e dezenas de feridos denunciaram que as portas foram fechadas para evitar possíveis roubos e saques. O trabalho da Procuradoria na área, transformada em uma espécie de romaria, está apoiado por uma brigada médica e vários psicólogos para minimizar a tragédia das vítimas. Alguns dos parentes estão sendo acometidos por ataques nervosos e desmaios. ?A maioria está numa crise terrível pela perda de netos, filhos, irmãos, pais, famílias inteiras. Tentamos fazer-lhes entender que a vida continua, mas é difícil entre tantas perdas?, disse o psicólogo Juan Carlos Ruiz. Basilio Ortíz, de 63 anos, saiu com menos angústia e incerteza. Ontem ele enterrou seu filho Mario Ignacio Ortiz, de 33 anos, e recebeu assessoria da Procuradoria. ?Meu filho estava fazendo um favor a muitas pessoas, retirando as pessoas. Quando entrou novamente, não conseguiu sair?, comentou Ortiz. O pai explicou que no dia esperava Juan Ignacio para almoçar com ele, como faziam todos os domingos.

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