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EUA proteger�o miss�o da ONU no Iraque

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A segurança da futura delegação da ONU no Iraque vai depender das tropas norte-americanas, uma vez que a idéia saudita de criar uma força islâmica de proteção não decolou. A informação foi divulgada ontem pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. ?Não tivemos muito sucesso em atrair os governos para que se comprometam com forças para proteger o pessoal da ONU?, destacou ele em entrevista. Da mesma forma, nenhum governo aceitou ceder tropas para uma força dedicada à segurança da ONU - que funcionaria sob o âmbito da força multinacional, autorizada pela entidade e liderada pelos EUA, que já ajuda o governo interino. Em meados deste mês deve chegar a Bagdá o recém-nomeado representante especial no Iraque, o diplomata paquistanês Ashraf Jehangir Qazi, assim como uma equipe reduzida de empregados da ONU para ajudar no processo político e eleitoral para a convocação de eleições previstas para o final de janeiro do 2005. Força Annan disse que negociou com seis países, entre eles o Paquistão, para que contribuíssem com tropas para formar uma unidade separada da força multinacional, liderada pelos EUA, mas ninguém lhe deu uma resposta firme. ?Por motivos práticos, não temos outra opção além de depender da força multinacional para a proteção dos funcionários da ONU?, acrescentou. Annan também falou sobre a proposta das autoridades da Arábia Saudita de criar uma força islâmica para proteger o pessoal do organismo internacional no Iraque e que eventualmente tomaria o comando da força multinacional. ?Estas idéias estão no ar, e embora possam se concretizar, ainda levarão algum tempo?, declarou. Por outro lado, Annan se reuniu ontem com os embaixadores dos EUA e Grã-Bretanha, John Danforth e Emyr Jones Parry, respectivamente, para falar do desdobramento da missão da ONU no Iraque. O secretário-geral lhes assegurou que seu representante especial estaria em Bagdá antes da Conferência Nacional, evento que foi adiado duas vezes e que pode ocorrer em meados de agosto. ?A Conferência Nacional é um passo importante no processo político, por isso é mais importante que seja a mais representativa e bem preparada possível?, destacou Annan como explicação do motivo do atraso.

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