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Proj�til mata sete e fere 47 pessoas no Iraque

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Sete pessoas ? entre elas duas crianças ? morreram e 47 ficaram feridas na explosão de um morteiro em uma rua comercial de Bagdá (capital) ontem, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Interior iraquiano. A explosão incendiou um prédio e destruiu sete carros na rua Al Rasheed, no centro da cidade, segundo o coronel Adnan Abdul Rahman, do ministério. ?O lugar estava lotado, é uma área comercial. As vítimas estão sendo levadas para hospitais?, afirmava o comunicado do Ministério do Interior. A explosão foi seguida por outro ataque com morteiro perto da Zona Verde [região de Bagdá que abriga a sede da coalizão anglo-americana], onde uma conferência nacional iraquiana deve eleger uma assembléia de cem membros para supervisionar as eleições em janeiro. Autoridades disseram que não está claro se há mortes no ataque. Fontes italianas de imprensa informaram ontem que três soldados do contingente militar italiano mobilizado em Nassiriah, no sul do Iraque, foram feridos na segunda-feira durante combates com um grupo de rebeldes. Os soldados foram atacados com armas leves e lança-foguetes quando patrulhavam uma área da cidade. Um dos soldados foi gravemente ferido e levado para um hospital do Kuait. Em Najaf (sul do Iraque), um dia após as forças americanas pedirem que a imprensa deixasse a cidade, um fotógrafo da agência de notícias Reuters Ali Abu al Chich, 25, foi ferido. Ele foi baleado durante um combate entre fiéis seguidores do líder xiita Moqtada al Sadr e forças americanas. Al Chich estava fotografando tanques americanos na Praça da Revolução, quando rebeldes dispararam contra posições americanas por volta de 10h30 (3h30 em Brasília). Conferência A Conferência Nacional iraquiana decidiu na segunda-feira enviar uma delegação a Najaf para pedir a Al Sadr que retire sua milícia da mesquita e que transforme seu movimento em um partido político. ?Devemos cooperar para convencer Al Sadr e nossos queridos irmãos do Exército de Mehdi [de Al Sadr] para que transformem sua milícia em partido político, organização ou qualquer que seja sua denominação?, afirmou o xeque Hussein al Sadr, um religioso xiita de Bagdá, parente de Moqtada.

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