Internacional
Aiatol� faz acordo de paz ap�s dia sangrento
O clérigo radical xiita Moqtada Al-Sadr aceitou todos os termos do plano de paz do grande aiatolá Ali Sistani e eles, finalmente, chegaram ontem a um acordo de paz. As negociações começaram no início do dia, imediatamente depois da chegada do grande aiatolá a Najaf, epicentro do conflito no Iraque. Os detalhes do acordo foram divulgados em uma entrevista à imprensa. A iniciativa de paz de Sistani estipula ?o desarmamento em Najaf e em Kufa, assim como a saída de ambas as cidades de todos os elementos armados? e o pagamento de indenizações às pessoas afetadas pelos combates que vem sendo travados desde o dia 5 de agosto. No plano, também se estabelece que será a polícia iraquiana que assumirá a responsabilidade pela segurança e pela manutenção da ordem nas duas cidades, fortes bastiões do Exército de Mehdi, o grupo armado criado e dirigido pelo clérigo Al-Sadr. Cessar-fogo Para permitir as negociações, um cessar-fogo foi decretado logo após a chegada de Sistani a Najaf. O primeiro-ministro Iyad Allawi ordenou a suspensão de todas as operações militares durante 24 horas e as tropas americanas confirmaram o respeito à trégua. Segundo Allawi, os combatentes de Mehdi receberiam uma oferta de anistia se entregassem suas armas e deixassem a mesquita. Banho de sangue Um banho de sangue ocorreu em Najaf e na vizinha Kufa quando os esforços de Sistani para persuadir o Exército Mehdi a deixar o santuário xiita do Iraque pareciam estar surtindo efeito. Pelo menos 15 simpatizantes de Sistani morreram baleados em Najaf e outros 65 ficaram feridos quando homens armados abriram fogo contra a polícia, que tentava controlar uma multidão, obrigando os policiais a revidar o fogo, disseram testemunhas. ?De repente, homens armados entraram no nosso grupo e dispararam contra a polícia, que começou a disparar para todos os lados?, disse Hazim Kareem no hospital de Najaf, onde corpos cheios de sangue eram empilhados nas macas. Na vizinha Kufa, um ataque com morteiros na principal mesquita da cidade matou ao menos 25 simpatizantes de Al-Sadr, enquanto centenas de seus homens se preparavam para marchar para Najaf, disseram autoridades. No total, segundo números do ministério da Saúde iraquiano, foram 74 mortos e mais de 300 feridos nas duas cidades antes do início das negociações.