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Terroristas libertam 26 mulheres e beb�s na R�ssia

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Beslan, Rússia ? Os terroristas que invadiram uma escola na república russa da Ossétia do Norte, na quarta-feira, libertaram ontem um grupo de 26 mulheres e seus bebês. Entretanto, outras 300 pessoas continuam em poder do grupo, que se recusa a negociar enquanto as tropas russas não se retirarem da Chechênia. Os invasores ameaçam explodir a escola caso as autoridades lancem uma operação de resgate e promete matar 50 crianças para cada um dos seus combatentes que forem mortos ali. Um pouco antes da libertação dos reféns, duas explosões foram ouvidas nas proximidades do colégio da cidade de Beslan, enquanto uma nuvem de fumaça se elevou pouco depois. Por volta das 22h40 (horário local) mais duas fortes explosões foram ouvidas próximo à escola. Segundo a agência de notícias Reuters, as causas das explosões não foram esclarecidas, mas ocorreram na área vizinha à escola e não nos prédios. Ontem o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a segurança dos reféns está acima de qualquer coisa. ?Nossa principal missão é salvar a vida dos reféns?, disse ele durante um pronunciamento televisionado no Kremlin. O uso de todo recurso à força foi descartado pelas forças de segurança. ?Todas as ações de nossas forças, que estão trabalhando para libertar os reféns, serão destinadas a resolver essa questão?, afirmou. Putin descreveu a tomada da escola no sul do país como ?terrível, porque entre os reféns há crianças? e porque poderia abalar o delicado equilíbrio de religiões e grupos nacionais na região do Cáucaso. Os militantes fizeram cerca de 350 crianças, pais e professores reféns na manhã de quarta-feira, no primeiro dia do ano letivo. Nenhum grupo rebelde da Chechênia assumiu a autoria do seqüestro até o momento. O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, quarta-feira, firmemente o seqüestro e exigiu a libertação imediata dos reféns em reunião emergencial convocada para tratar sobre a onda de ataques terroristas que afeta a Rússia nos últimos dias. A opinião pública teme a repetição do massacre de cerca de 120 pessoas na invasão de um teatro de Dubrovka ocorrida em outubro de 2002.

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