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Ap�s 24 horas de operado, Clinton j� respira sozinho

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O ex-presidente americano Bill Clinton estava ?muito bem? ontem e já respirava normalmente, 24 horas depois de ter sido submetido à implantação de quatro pontes de safena, informaram os médicos do Hospital Presbiteriano de Nova York, onde Clinton está sendo atendido. ?O ex-presidente passou por uma operação importante. O essencial nos dois primeiros dias é garantir que ele possa respirar sozinho, o que está acontecendo?, explicou Bob Kelly, membro da equipe de cirurgiões responsável pela operação. Clinton, 58, precisou da ajuda de aparelhos para respirar após uma operação durante a qual seu coração ficou parado por 73 minutos. Segundo os médicos, o ex-presidente poderia ter tido um infarto, já que algumas de suas artérias coronárias estavam obstruídas em 90%. ?Clinton poderia ter sofrido um infarto iminente, se não tivesse sido operado?, afirmou na segunda-feira Allan Schwartz, chefe da Divisão de Cardiologia do Hospital Presbiteriano. O processo de recuperação continua, e os médicos ficarão atentos nas próximas horas a possíveis arritmias. ?A possibilidade de arritmia existe para qualquer paciente que tenha sido submetido a este tipo de operação?, explicou Kelly. Se tudo evoluir como previsto, o 42º presidente dos EUA poderá sair do hospital antes do fim de semana, e continuar sua recuperação em casa. Seu total restabelecimento depende de um processo de recuperação que ?é mais uma questão de semanas do que de dias?, avisou Schwartz. Craig Smith, cirurgião-chefe da equipe de 15 médicos responsável pela operação de Clinton, explicou ontem à rede de televisão CNN que ?o mais difícil neste tipo de intervenção é evitar tomar uma decisão equivocada, por medo de ser atrevido demais ou cauteloso demais?. A operação à qual foi submetido o ex-presidente americano exigiu a abertura do tórax, a desativação do coração, e a extração de veias da perna e dos ombros que foram, em seguida, reimplantados no seu coração, com pontes cujo objetivo é proporcionar ao sangue um trajeto alternativo às artérias obstruídas pela gordura. Uma máquina realizou o trabalho do coração durante todo o processo. Apesar de não se tratar de uma operação simples, cerca de 300 mil pessoas são submetidas a esta intervenção todos os anos nos EUA.

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