Internacional
R�ssia amea�a atacar terroristas em todo o mundo
O chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Rússia, general Yuri Baluyevski, afirmou ontem que Moscou está disposta a lançar ataques preventivos contra bases terroristas em qualquer canto do mundo. ?Vamos tomar todas as medidas para liquidar as bases terroristas em qualquer região do mundo. Mas isso não significa que vamos lançar ataques nucleares?, disse Baluyevski, citado pela agência Interfax. O general russo, que fez estas declarações depois de reunir-se com o comandante supremo da Otan na Europa, general James Jones, informou que ?os meios serão escolhidos dependendo da situação concreta em uma ou outra região?. ?As medidas militares são as extremas na luta contra o terrorismo?, disse Baluyevski, que acrescentou que durante a trágica tomada de reféns na escola de Beslan, que terminou com 335 mortos segundo os últimos dados, as forças armadas deram apoio aos serviços secretos. O general adiantou que as consultas que começarão hoje entre os especialistas da Otan e da Rússia serão centradas na cooperação na luta contra o terrorismo. Recompensa O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia anunciou ontem uma recompensa de mais de US$ 10 milhões por qualquer informação que permita eliminar os líderes separatistas chechenos Aslan Maskhadov e Shamil Basayev. As autoridades garantiram que manterão o anonimato e a segurança dos informantes. A procuradoria geral russa afirmou na semana passada que o ataque à escola de Beslan e o seqüestro de mais de 1, 2 mil pessoas, cometido por um comando terrorista, foi ordenado por Basayev e Maskhadov. De acordo com os últimos dados, o número de mortos na escola de Beslan é de 335, enquanto o de feridos se mantém em 337, dos quais 197 são crianças. Ossétia do Norte O presidente da república russa da Ossétia do Norte, Alexander Dzasokhov, disse ontem que o governo regional renunciará dentro de dois dias. A Ossétia do Norte abriga a cidade de Beslan, onde mais de 300 pessoas foram mortas ao final de uma crise com reféns numa escola. Este é o primeiro sinal de autoridades sofrendo dano político por não terem evitado a tragédia - o que pode ter conseqüências em Moscou. A promessa de renúncia foi feita perante mais de 1.000 manifestantes que se reuniram na frente da sede do governo para exigir a queda da administração e a demissão dos responsáveis pelos serviços de segurança. A população também quer que uma comissão independente investigue o massacre.