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Americanos saem de casa com medo do Ivan

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Dezenas de milhares de moradores do litoral do sul dos Estados Unidos abandonaram suas casas ontem ante o avanço do ciclone Ivan, que já causou cerca de 70 mortos no Caribe, mas que poupou Cuba e o leste do México. Às 15h GMT, o olho do furacão estava a menos de 300km a sudeste da foz do Rio Mississippi. O Centro Nacional dos Furacões (HNC, sigla em inglês), com sede em Miami, previu a chegada do Ivan ao território americano na manhã de hoje. Em Mobile (Alabama), que deve ser atingida pelo ciclone, os raros moradores que permaneceram na cidade estavam se preparando para abandonar suas casas ou se dedicavam a edificar proteções. O estado de emergência foi decretado na Flórida, na Louisiana, no Alabama e em Mississippi. Dezenas de milhares de pessoas divididas em mais de 800 km de costas foram orientadas a deixar suas casas e procurar abrigos. Em Nova Orleans, 1,2 milhão de habitantes, ?as pessoas estão deixando suas casas?, informou Pete Schneider, um por-ta-voz dos serviços de emergên-cia. O tráfego era intenso nas es-tradas e nas autopistas da região. Trinta e dois abrigos de emergência foram abertos na Louisiana, e reforços foram mobilizados ?para ajudar a fluidificar o tráfego?, acrescentou Schneider. Muitos vôos foram cancelados na região, e sete portos nos quatro estados passíveis de ser atingidos por Ivan foram fechados, entre eles, o de Nova Orleans, o terceiro dos Estados Unidos. Em 1965, o ciclone Betsy causou 110 mortos em Nova Orleans, inundando a cidade sob dois metros de água. Classificado no nível 4 da escala Saffir-Simpson (que conta 5 níveis), o Ivan possui ventos de 140 km/h que podem alcançar 225 km/h. O sul dos Estados Unidos já foi abalado pela passagem, entre agosto e setembro, de dois ciclones, Charley e Frances, que provocaram cerca de 40 mortos e danos avaliados em 12 a 20 bilhões de dólares. Detectado em 5 de setembro, o Ivan já matou 70 pessoas no Caribe. Na ilha de Granada, 37 pessoas morreram e mais de 90% das construções do território foram danificadas ou totalmente destruídas. O navio Francis-Garnier da marinha francesa chegou ontem à Granada com 100 toneladas de material e de produtos alimentares, entre eles, 33 toneladas de água, informou o ministério francês do Interior. Na Jamaica, a polícia listou 21 mortos. Nas Ilhas Cayman, dez pessoas estão desaparecidas desde domingo. Cinco pessoas morreram na Venezuela, quatro na República Dominicana, três no Haiti e uma em Tobago.

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