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Execu��o de ref�ns italianas ainda � incerta

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A angústia e confusão com relação ao destino das reféns italianas Simona Pari e Simona Torreta, seqüestradas no dia 7 deste mês no Iraque, aumentaram depois que mensagens de dois grupos distintos reivindicando a autoria dos assassinatos foram divulgadas na internet. Ambos os comunicados, publicados em páginas da rede diferentes, foram tachados de pouco confiáveis pelo governo italiano, que pediu ?a máxima cautela, prudência e responsabilidade?. A multiplicação dos comunicados confirma a ?pouca confiabilidade? e ?induzem a pensar que nos encontramos frente a um provável cenário de terrorismo na mídia?, diz uma nota do governo. A primeira mensagem foi divulgada na madrugada de ontem num site islâmico pouco conhecido. Na nota, um grupo até então desconhecido, que se auto-intitula ?Organização Jihad?, afirmava ter matado Pari e Torreta, ambas de 29 anos, porque o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, não havia atendido a exigência de retirar do Iraque os três mil soldados italianos. Em meio à comoção gerada por esse anúncio, foi publicada uma segunda nota em outra página da internet. A organização Ansar Al Zawahri afirmava ter executado as italianas em resposta aos ataques em Nassíria e a torturas contra os cidadãos iraquianos. Esse grupo é o mesmo que reivindicou a autoria do seqüestro das italianas em uma mensagem publicada na internet. Na época, essa primeira nota teve sua autenticidade contestada, porque o grupo ameaçava matar as italianas caso as mulheres muçulmanas presas no Iraque não fossem libertadas. Em seu último comunicado, o grupo, cujo nome homenageia o terrorista Ayman al-Zawahri (o número dois de Osama bin Laden), disse que divulgará em breve um vídeo que compraria a mortes das italianas. As reféns trabalham para a ONG ?Ponte para Bagdá? e foram seqüestradas com a coordenadora da organização humanitária ?Intersos? Mahnaz Bassan e o engenheiro Razad Ali Abdul, os dois iraquianos.

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